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Resumo

INTRODUÇÃO: A estria atrófica é uma ruptura das fibras elásticas localizada na segunda camada da pele, a derme. Este rompimento gera uma atrofia tegumentar adquirida, linear, com um ou mais milímetros de largura. À medida que a satisfação e o conforto dos pacientes se tornam mais importantes, os clínicos estão cada vez mais interessados em estudar a qualidade de vida (QV) desses indivíduos, uma vez que as doenças da pele têm frequentemente demonstrado um forte impacto nas relações sociais, no estado psicológico e nas atividades diárias. O índice de qualidade de vida em dermatologia (DLQI) é uma escala simples para mensurar o impacto na vida do indivíduo acometido pela alteração dermatológica. Vale ressaltar que não existem estudos até o momento que avaliem a QV em estrias utilizando o DLQI. OBJETIVO: Avaliar o impacto das estrias na qualidade de vida de homens e mulheres, com base nos indicadores fornecidos pelo questionário DLQI. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional e transversal (CAAE: 69092017.7.0000.8079) com amostra selecionada por conveniência, na Faculdade Estácio de Sergipe, num período de 2 meses, contendo 86 indivíduos acometidos com estrias. Foi aplicado o DLQI e preenchida uma ficha de avaliação na qual constavam perguntas para caracterização da amostra: sexo, idade, estado civil, tempo de acometimento, tipo e localização das estrias e investigação do histórico e/ou tratamento atual da estria. RESULTADOS: A média de idade foi de 24 anos (DP ±5,4). A média de score do DLQI de todos os participantes foi de 3,8 (DP ±4,1). A média e DP do DLQI para o sexo feminino foi de 4,5 ± 4,3 e para o sexo masculino 2 ± 2,7, tendo o sexo feminino o score significativamente mais alto quando comparado ao masculino (p = 0,001). A análise comparativa do score DLQI ao estado civil dos participantes não foi significativa (p = 0,47), assim como a idade, p = 0,57. A idade (rs = - 0,17), o estado civil (rs = -0,02) e o sexo (rs = - 0,35) apresentaram fraca correlação com o score DLQI. CONCLUSÃO: Os dados encontrados neste estudo indicam que as estrias não trazem impacto na qualidade de vida dos indivíduos. No entanto, mesmo com scores baixos, as mulheres são mais afetadas quando comparadas aos homens. A idade e o estado civil não influenciam na qualidade de vida. Palavras-chave: Estrias; qualidade de vida; avaliação.

Instituições
  • 1 Faculdade Estácio de Sá
  • 2 Faculdade Estácio de Sá; Universidade Federal de Sergipe
  • 3 Universidade Federal de Sergipe
Eixo Temático
  • C03. Ética, Ensino e Pesquisa em Fisioterapia