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Introdução. As disfunções sexuais femininas (DSF) podem levar a diminuição da autoestima e aumento do desgaste emocional de mulheres, pois sabe-se que a função sexual está correlacionada com o bem-estar biológico, emocional e social. Objetivos. Avaliar a associação entre a função sexual feminina e a qualidade de vida (QV) de universitárias. Método. Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, CAAE 49206215.4.0000.0102. Participaram 105 universitárias, Setor de Ciências Biológicas UFPR, média de idade 20,48±2,56 anos, nulíparas, com vida sexual ativa, sem distinção de etnia, raça e/ou classe. Foi utilizado o questionário Female Sexual Function Index (FSFI), validado para versão brasileira, para avaliação da função sexual e seus domínios, considerando os maiores valores para melhor função sexual e valores abaixo de 26,5 para presença de risco de DSF. O questionário The World Health Organization Quality of Life instrument (WHOQOL-100) foi utilizado para avaliar a QV e seus domínios (D1-fisico; D2- psicológico; D3- nível de independência; D4- relações sociais; D5-meio ambiente; D6-espiritualidade). A classificação da QV variou de acordo com a proximidade da pontuação total ao número 100, sendo considerada alta quando estivesse mais próxima da centena. O valor máximo e que indicava alta QV para os domínios, era 20. Análise estatística foi realizada por meio do Coeficiente de Correlação de Pearson, sendo nível significância fixado em p<.05 e a magnitude do efeito foi determinada pelo cálculo do r. Resultados. A pontuação do FSFI foi de 25,65±3,54 caracterizando a amostra como risco para DSF. Em avaliação individual, 53.3% apresentaram risco para DSF. O maior risco verificado foi no domínio lubrificação (100%), seguido pelos domínios orgasmo (98%), desejo (64,7%), dor (56,1%), excitação (52,3%) e satisfação (45,7%). A pontuação para QV foi de 83,19± 8,25 e permaneceu próxima à 100. Quanto aos domínios, prevaleceu maior pontuação em D6 (14,9±2,46), seguido de D4 (14,8±2,74), D5 (13,8±1,80), D2 (13,38±1,71), D3 (13,24±1,80), D1 (12,46±1,67). Foram encontradas correlações positivas, significativas e fracas entre a função sexual, D2 (p=0,00; r=0,25) e D4 (p=0,00; r=0,37); D2, fator excitação (p=0,01; r=0,24) e fator satisfação (=0,03; r=0,20); D4 e fator desejo (p=0,00; r=0,26) e fator excitação (p=0,00; r=0,36), fator orgasmo (p=0,00; r=0,28), fator satisfação (p=0,00;r=0,37); D6 e fator dor (p=0,03; r=0,21). Conclusão. A função sexual de universitárias está relacionada positivamente com a qualidade de vida, principalmente com o domínio psicológico e de relações sociais. Descritores Saúde sexual; Disfunção sexual fisiológica; Qualidade de vida.
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