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INTRODUÇÃO Doença musculoesquelética crônica (DMC) é uma entidade multifatorial, resultado de fatores biológicos e psicossociais que tornam o paciente limitado em suas atividades funcionais. A autoeficácia induzida por educação para gerenciamento de sintomas deveria fazer parte da avaliação e dos objetivos dos tratamentos fisioterapêuticos destas condições, afim de servir de critério para tomada de decisão para alta. OBJETIVO Descrever autoeficácia para controle da dor, funcionalidade e percepção de melhora clínica em pacientes com DMC, no momento da alta fisioterapêutica. MÉTODO Foram avaliados 60 pacientes (40 mulheres e 20 homens), idade média de 62 ±11 anos, com DMC (coluna lombar 33,3%, ombro 21,6%, joelho 15%, pescoço 10%, pé 8,3%, perna 5%, mão 5%, antebraço 1,6% e quadril 1,6%) que receberam alta de serviço de fisioterapia de nível secundário (aprovação do comitê de ética: CAAE: 80091817.9.0000.5414). O sentimento de autoeficácia do controle da dor e funcionalidade foi mensurado pela Escala de Auto Eficácia para Dor Crônica, sendo estabelecida a classificação: 10–39 “muita incerteza”, 40–79 “moderada certeza” e 80–100 “muita certeza”. A percepção de melhora clínica foi medida através da questão do questionário Medrisk: “Como está a sua atual condição comparada como você estava antes de começar o tratamento fisioterápico?” com pontuação variando de 1 a 9 (1-4 - melhor, 5 - mesma e 6-9 - pior). Os achados são apresentados e discutidos através da análise de frequência dos dados (porcentagens). RESULTADOS Em relação ao sentimento de autoeficácia para o controle de funcionalidade, 13,3% dos pacientes se classificaram como “muita incerteza”, 58,3% “moderada certeza” e 30% “muita certeza”. Já para o sentimento de controle de dor, 18,3% se classificaram como “muita incerteza”, 51,6% “moderada certeza” e 31,6% “muita certeza”. Relataram percebe-se na mesma condição clínica, no momento da alta fisioterapêutica, comparada ao início do tratamento, os pacientes 2,5% dos pacientes com “muita incerteza” de controlar a funcionalidade, 20% dos com “moderada certeza” e 5% do grupo “muita certeza”. Já para a autoeficácia de controle de dor, percebem-se na mesma condição clínica que na admissão para o tratamento, 27% dos os pacientes com “muita incerteza, 20% dos com “moderada certeza” e nenhum paciente do grupo “muita certeza”. Nenhum paciente relatou estar pior em relação a admissão. CONCLUSÃO Em suma, no momento da alta fisioterapêutica, pacientes que se declaram autoeficazes para gerenciar sua dor e funcionalidade também são os que apresentam maior percepção de melhora clínica. Descritores: Autoeficácia, Fisioterapia, Dor Crônica. AGRADECIMENTOS: A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) processo: 2015/01263-0
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