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Introdução: O censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2016, aponta que o Brasil possui 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDs). Em 2015, o Ministério do Trabalho, divulgou que 403,2 mil pessoas com deficiência atuavam no mercado formal em diversas atividades de trabalho. Desde 2014, dados do censo escolar indicam crescimento expressivo em relação às matrículas de alunos com deficiência na educação básica regular. Neste mesmo ano, 698.768 estudantes especiais estavam matriculados em classes comuns, amparados pelo artigo 205 da Constituição Federal. Neste contexto, é imprescindível que o ambiente escolar, isso inclui o de trabalho, acolha indivíduos com características antropométricas e sensoriais diferentes e que seja estruturado de acordo com o desenho universal. Assim sendo, algumas ferramentas de análise espacial, ocupacional, antropométrica, ergonômica, postural podem auxiliar no planejamento e desenho de projetos para este público. Objetivo: Realizar uma busca a respeito do trabalho interprofissional, arquiteto e fisioterapeuta, e a aplicabilidade do desenho universal no ambiente escolar. Métodos: Para realizar uma revisão sistemática foi conduzida uma busca nas bases de dados BVS (Biblioteca Virtual de Saúde), LILACS (Literatura Latino Americana de Ciências de Saúde), SciELO (Scientific Eletronic Library Online), EBSCOhost (Elton B. Stephens Co) e Google Scholar (Google Acadêmico). Esta revisão inclui estudos que descrevem o trabalho interprofissional e aplicabilidade do desenho universal em escolas nos anos de 2008 a 2018. Resultado: Foram encontrados dois artigos a respeito do desenho universal no ambiente escolar, nenhum citou o trabalho interprofissional do arquiteto com o fisioterapeuta. Mas descreveram sobre aprendizagem compartilhada, competências colaborativas, planejamento conjunto que são habilidades de trabalho em equipe. Os autores relataram que é unanime o reconhecimento do desenho universal proporcionando locais acessíveis para as pessoas com deficiência a todos os espaços, promovendo integração física e participação de pessoas deficientes em atividades e locais, tornando fator contribuinte para melhor educação. Conclusão: Esta pesquisa, pelo que consta, é a primeira a realizar uma revisão da literatura disponível a respeito do desenho universal, educação e trabalho interprofissional no período de 2008 a 2018. O fato de pesquisas dessa temática serem escassas, não representa ausência de reflexão sobre o tema, pois a inclusão e o trabalho interprofissional é discutido no meio intra e extra acadêmico. O momento pedagógico atual experiencia uma nova compreensão em como incluir os PCDs, os profissionais em como executar um trabalho interprofissional assegurando o acesso universal. Descritores: Acessibilidade; Escola; Interprofissional.
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