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Introdução. O envelhecimento leva a alterações nas reservas funcionais de sistemas e órgãos, favorecendo o surgimento de doenças crônicas, limitações funcionais e alterações no equilíbrio. O grau de dependência na terceira idade é proveniente da perda de mobilidade, aumento no tempo de reação, diminuição da força muscular e déficit de equilíbrio. Objetivos. Verificar os efeitos de um programa de treinamento funcional em mulheres entre 50 e 67 anos, avaliando a autonomia funcional, o equilíbrio postural, a flexibilidade e a qualidade de vida. Método. Trata-se de um estudo de campo, analítico, intervencionista, de corte transversal e abordagem quantitativa. Foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Agamenon Magalhães cadastrado sob o CAAE: 41231614.7.0000.5197 e número (n°) de Registro CEP: 964.975 conforme a resolução n. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. A pesquisa contou com uma amostra constituída por 16 mulheres divididas aleatoriamente em dois grupos de 8 participantes (intervenção e controle), que se enquadraram nos critérios de inclusão: idade entre 50 e 67 anos, independentes e residentes na comunidade Cafesópolis na cidade do Recife-Pernambuco. Todas as voluntárias assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram excluídas da amostra mulheres com alterações cognitivas, avaliadas pelo mini exame do estado mental, com doenças neurológicas, quadros álgicos que impedissem o protocolo, que utilizassem dispositivo de auxílio à marcha, com quadros de labirintite, e/ou alterações visuais não corrigidas. Utilizou-se, como instrumentos, uma ficha de avaliação para dados demográficos e antropométricos, o mini exame do estado mental, a escala de Lawton e Brody, a escala de equilíbrio de Berg e o Teste do 3º Dedo ao Chão. Resultados. Os dois grupos se mostraram homogêneos quanto à média de idade, escolaridade e peso inicial. Foi realizada a intervenção durante 8 semanas. O grupo atividade teve o protocolo aplicado 2 vezes por semana (dias alternados), com duração de 60 minutos a sessão. Os dois grupos foram avaliados no início, aos 30 dias e aos 60 dias, mostrando resultados significativos para perda de peso, melhora da flexibilidade, e qualidade de vida. A escala de Lawton e Brody não demonstrou melhora significativa na autonomia para as atividades básicas da vida diária. Conclusão. O protocolo de atividade funcional proposto foi eficaz na melhora da capacidade física, da flexibilidade e da qualidade de vida. Sugerimos mais pesquisas com a aplicação do protocolo por mais tempo e numa amostra maior.
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