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Introdução. Trabalhadores de manutenção de automóveis têm sido acometidos por sintomas musculoesqueléticos relacionados ao trabalho, sendo a coluna a região mais afetada. Isso ocorre, devido a exposição destes trabalhadores a vários fatores de risco, dentre eles, a manutenção de posturas extremas ou estáticas que podem ser quantificadas por inclinometria. Há escassez de estudos que avaliem a exposição postural da coluna desses trabalhadores ao longo da jornada de trabalho. Objetivo. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de sintomas musculoesqueléticos e caracterizar a exposição postural da cabeça e tronco de trabalhadores de uma empresa de manutenção de automóveis. Métodos. Este estudo envolveu 36 trabalhadores dos setores mecânica (mecânicos, funileiros e instaladores de acessórios) e almoxarifado (estoquistas). Os sintomas musculoesqueléticos foram avaliados pelo questionário Nórdico e as posturas através da inclinometria. Os sensores do inclinômetro (Logger Teknologie) foram fixados na fronte e na coluna (C7/T1, T12 /L1 e L5/S1) dos trabalhadores para aferir a postura e os movimentos de flexo-extensão da cabeça e tronco durante uma jornada inteira de trabalho. Os dados do questionário Nórdico de sintomas musculoesqueléticos foram avaliados por frequência absoluta e os percentis (10 e 90) foram calculados para os dados posturais. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (N° 662.697). Resultados. Todos os trabalhadores eram jovens (média de idade 32,6 ± 3,2 anos) e do sexo masculino. Alta prevalência de sintomas musculoesqueléticos foi identificada em punhos/mãos (44,4%) e lombar (27,8%) para os mecânicos e punhos/mãos (28,6%), parte superior das costas (28,6%) e lombar (28,6%) para os funileiros. Para os instaladores de acessórios, a maior prevalência de sintomas foi na parte superior das costas (50,0%) e para os estoquistas, na coluna lombar (85,7%) e nos joelhos (85,7%). Em relação aos percentis 10 e 90 de postura, a maior exposição para a cabeça foi identificada em funileiros (-1,7 °; 56,5°) e para C7/T1, os maiores valores angulares foram verificados em instaladores de acessórios (-1,5°; 39,7°). Para T12/L1 e L5/S1, os mecânicos apresentaram a maior exposição (-5,2°; 34,6°) e (-13,7 °; 24,2°), respectivamente. Conclusão. Os trabalhadores de manutenção de automóveis apresentaram alta prevalência de sintomas musculoesqueléticos particularmente na coluna, punhos/mãos e joelhos. Considerando a exposição postural, a cabeça e o tronco superior (C7/T1) foram as regiões com maiores valores angulares. Ainda, a prevalência de sintomas e a exposição postural variaram de acordo com os setores analisados, indicando a necessidade de avaliações específicas dos trabalhadores de cada setor.
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