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Resumo

Introdução. O trabalho constitui uma das práticas mais importantes na vida do ser humano. No entanto, jornadas exaustivas somadas à precariedade do ambiente de trabalho podem provocar modificações biológicas e psíquicas nos trabalhadores. Objetivo. Conhecer a representação sobre autocuidado e o risco de agravos cardiovasculares dos profissionais da Unidade de Saúde da Família Bairro Nordeste (USF-BNE), em Natal-RN. Método. Pesquisa de caráter descritivo, através da aplicação de questionários (Escore de Framingham – EF, Questionário Internacional de Atividade Física – IPAQ, versão curta) e Grupos Focais sobre autocuidado. A amostra foi selecionada entre os 45 profissionais da USF – BNE, dos quais 27 realizaram todas as etapas de coleta de dados (CEP/ UFRN 050906/2014). As categorias profissionais estudadas foram: 01 médico, 01 assistente de serviços gerais, 01 assistente de farmácia, 01 técnico de saúde bucal, 01 odontólogo, 01 psicólogo, 02 enfermeiros, 02 técnicos de enfermagem, 06 agentes de endemias e 11 agentes comunitários de saúde. Resultados. A maioria eram mulheres (88,8%) com idade média de 48 anos (DP± 7,4). A classificação do nível de atividade física como ativos e muito ativos, realizada através do IPAQ, parece não ter sido suficiente para influenciar diretamente o controle do risco para agravos cardiovasculares, pois 77,7% dos profissionais eram ativos e 22,2% eram muito ativos. O risco de apresentarem agravos cardiovasculares nos próximos dez anos, dado pelo Escore de Framingham foi considerado baixo para 66,6% da amostra. Apenas três profissionais se declararam tabagistas, mesmo assim, o tabagismo e a obesidade apresentaram-se como preponderantes para predição do risco nestes profissionais. O autocuidado foi representado como sinônimo de prevenção e caracterizado por vários profissionais como necessidade de prática regular de atividade física, boa alimentação, exames e acompanhamento médico periódico. Além da necessidade de redução do estresse no trabalho e da conjunção de todos estes fatores. Conclusão. As narrativas dos profissionais entrevistados em grupo focal apontam a importância de programas de promoção e proteção específica à saúde, na tentativa de combater o estresse, incentivar a prática de exercícios físicos, além de promover mudanças de hábitos nos próprios profissionais e nos usuários da área adstrita à USF-BNE. A relevância social e científica deste estudo e deve ao fato de trazer para o cenário do mundo do trabalho questões com hábitos saudáveis, estilos de vida e saúde do trabalhador, permitindo entender como as condições dentro e fora do local de trabalho podem impactar na qualidade de vida dos profissionais.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • 2 SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
Eixo Temático
  • 06. Fisioterapia na Atenção Primária à Saúde