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Introdução. O Functional Movement Screen (FMS) foi criado em 1997 com a proposta de avaliar padrões de movimento em condições dinâmicas e funcionais e identificar deficiências de mobilidade e estabilidade. O FMS tem sido amplamente utilizado na prática clínica, e as pesquisas têm crescido nos últimos 15 anos. Revisões recentes demonstram que há uma escassez de estudos que associem medidas de desempenho e variáveis físico-funcionais com o método. Adicionalmente, destaca-se a importância de se compreender a relação entre o FMS e domínios físicos ou biopsicossociais, como a qualidade de vida, para determinar as influências no nível de funcionalidade proporcionado pelo FMS. Objetivos. Comparar os domínios de qualidade de vida (QV) e índice de massa corporal (IMC), e verificar a associação entre nível de atividade física (NAF) com o FMS, em indivíduos jovens sadios. Método. Participaram 57 indivíduos de ambos os sexos (25 homens e 32 mulheres: 21,98 ± 3,14 anos; 1,69 ± 0.90m; 63,72 ± 12,56kg e 21,98 ± 3,14kg/m2). No primeiro encontro, todos foram submetidos à anamnese e coleta de dados antropométricos. Em seguida, todos responderam o questionário IPAQ, para se quantificar o nível de atividade física. O questionário SF-36 foi aplicado para avaliar oito domínios de QV (capacidade funcional, aspectos físicos, dor, saúde geral, vitalidade, social, emocional e saúde mental). Na segunda visita, todos foram classificados pelo FMS (escore de 0 a 21) e divididos em 2 grupos: FMS1 (escore>14, melhor funcionalidade) e FMS2 (escore≤14, pior funcionalidade). O teste de Mann-Whitney foi aplicado para verificar diferenças entre grupos nas variáveis QV e IMC. O teste de Qui quadrado verificou a associação entre o NAF e o FMS1 e FMS2. A significância adotada foi de 5% (P<0,05). Este estudo foi aprovado pelo CEP (CAAE 31873814.4.0000.0030). Resultados. Não foram encontradas diferenças entre os grupos em relação à QV e IMC (P>0,05). Do mesmo modo, não houve associação significante entre NAF e grupos FMS1 e FMS2. Conclusão. O presente estudo demonstrou que os domínios de qualidade de vida e IMC não foram diferentes entre grupos de sujeitos classificados pelo método FMS (FMS1 e FMS2). O nível de atividade física não apresentou associação com o nível de funcionalidade advindo do FMS (escore >14 e ≤14). Tais achados reforçam que os escores do FMS sejam mais influenciados por outros domínios, tais como o equilíbrio postural, força muscular e propriocepção. Recomendam-se novos estudos em diferentes populações, com ou sem disfunção musculoesquelética.
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