Qualidade de vida em mulheres com e sem linfedema pós-mastectomia unilateral e sem reconstrução mamária

Vol.01 N 01-2016 - 137892
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Resumo

Introdução. A qualidade de vida (QV) é frequentemente abordada nas mulheres com câncer de mama visto que o aumento da sobrevida traz consequências físicas e psíquica-sociais sendo cada vez mais exigidos da equipe multidisciplinar o conhecimento para minimizá-las e auxiliar na reinserção da mulher com a sociedade. Objetivos. Comparar a diferença na QV entre mulheres com e sem linfedema pós-mastectomia unilateral e sem reconstrução mamária e verificar se há associação entre algumas variáveis sociodemográficas, biológicas e clínicas com a QV. Método. O estudo de corte transversal foi realizado com mulheres mastectomizadas unilateralmente mediante aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, CAAE 14935213.3.0000.5205. Para verificar a QV foi utilizado um questionário específico: Functional assessment of cancer therapy-fatigue (FACT-F) derivado do functional assessment of cancer therapy- general (FACT-G) contendo questões que abordam a QV sob forma de bem-estar: bem-estar físico (BEF); bem-estar emocional (BEE); bem-estar social/familiar (BESF) e o bem-estar funcional (BEFU). O BEF e BEE são analisados juntos de modo que quanto maior o escore pior a qualidade de vida. Para o BESF e BEFU, quanto maior o escore melhor a qualidade de vida. O linfedema foi mensurado pela volumetria indireta, os grupos foram comparados através do teste T-Student independente com significância de 5% e, a associação das variáveis foi verificada através de um modelo de regressão linear. Resultados. Foram avaliadas 54 mulheres, sendo 27 com linfedema. Não houve diferença de QV para ambos os grupos. O BEF e BEE foi associado com a idade em mulheres com linfedema uma vez que a cada ano de idade há uma piora em 0,16 e com o tempo de pós-cirúrgico em mulheres sem linfedema, onde foi verificado piora de 1,41 na escala para cada ano de pós-cirúrgico. Já o BESF e BEFU, foram influenciados positivamente pela idade e pelo índice de massa corpórea (IMC), apenas para o grupo com linfedema. Uma vez que para cada ano, o BESF e BEFU aumenta em média 0,24 e para cada unidade de IMC (Kg/m2) aumentada, há um aumento médio de 0,44 nas mulheres com linfedema. Conclusão. A QV foi satisfatória em ambos os grupos, sem diferença estatística; a QV foi associada com o tempo de pós-cirúrgico, idade e IMC de modo que um aumento da idade intensifica o BEF/BEE, o aumento do tempo de pós-cirúrgico piora o BEF e BEE, um aumento na idade e no IMC, promove melhor BESF e BEFU.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Pernambuco
Eixo Temático
  • 08. Diagnóstico Cinesiológico Funcional e Recursos Terapêuticos