Percepção da utilização do Kinesio Taping® em pacientes após acidente vascular cerebral durante a marcha

Vol.01 N 01-2016 - 137756
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Resumo

Introdução. A marcha é uma função básica para independência do indivíduo e a diminuição desta habilidade é uma das maiores perdas funcionais nos pacientes após Acidente Vascular Cerebral (AVC). Objetivos. Analisar a satisfação pessoal na marcha após aplicação do Kinesio Taping (KT) em pacientes com hemiparesia após AVC. Método. Foi realizado um estudo randomizado, triplo-cego com sigilo de alocação. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico clínico de AVC Isquêmico ou Hemorrágico; diagnóstico de hemiparesia, com graus de espasticidade entre 1 e 2 na Escala de Ashworth modificada; que não utilizam dispositivos auxiliares durante a marcha. Foram excluídos pacientes que apresentaram amplitude de movimento para a dorsiflexão passiva menor que 5 graus e apresentassem comorbidades clínicas que interferissem na intervenção. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da UFPE, CAAE 15238913.9.0000.5208. Os participantes do grupo experimental receberam uma tensão de 35% para ativação muscular do músculo tibial anterior. O grupo sham recebia a fita aplicada sem tensão. Um dia após a aplicação os pacientes retornavam ao serviço e o KT era retirado. Em seguida os pacientes eram questionados sobre a satisfação quanto ao uso do Kinesio com a pergunta: “Você observou diferenças positivas em relação ao uso do KT para facilitar a caminhada? ”. A análise estatística foi realizada por um pesquisador independente e utilizando o teste de Mann-Whitne. Resultados. Amostra foi composta de 15 participantes, a análise da satisfação foi realizada pelo cálculo do Odds-Ratio (OR). O OR expressou que o grupo de intervenção tem 10,5 mais chances de observar diferenças positivas no uso do KT do que o grupo sham. Dos sete participantes do grupo intervenção todos relataram “sim” para uma diferença positiva ao uso do KT. Dos sete participantes do grupo sham quatro relataram “sim”, e 3 participantes relataram “não” para uma diferença positiva ao uso do KT. Dos sete pacientes analisados no grupo intervenção: três referiram maior facilidade para andar, um referiu redução da dor na articulação do tornozelo, dois referiram maior percepção do membro inferior parético e um referiu diminuição na sensação de peso da perna. Dos quatro pacientes do grupo sham que relataram diferença positiva: dois referiram diminuição na sensação de peso da perna e dois referiram maior facilidade para andar. Conclusão. O uso de KT após um dia mostrou-se eficaz na melhora da satisfação pessoal durante a marcha em pacientes após AVC.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Pernambuco
Eixo Temático
  • 08. Diagnóstico Cinesiológico Funcional e Recursos Terapêuticos