Pai de criança e adolescente com síndrome de Down: estresse geral e estresse parental

Vol.01 N 01-2016 - 137771
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Resumo

Introdução. Indivíduos com Síndrome de Down (SD) apresentam limitações nas aquisições de linguagem, cognitiva e motora. Um filho com deficiência requer adaptações dos cuidados, específicos para cada fase da vida. Cuidar de um filho com SD exige mais tempo, dedicação e assistência especializada. Estudos mostram que pais de pessoas com deficiência desenvolvem maiores níveis de estresse. Objetivo. Avaliar o estresse geral e parental em pais de crianças e adolescentes com SD. Métodos. Trata-se de um estudo transversal e analítico realizado em cinco instituições de reabilitação, localizadas em Goiânia/GO, aprovado pelo Comitê de Ética da Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC/Goiás (CAAE, 38177214.3.0000.0037). Amostra foi por conveniência, composta por 40 pais. Os instrumentos utilizados na coleta de dados foram: Inventário de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp (ISSL), Parenting Stress Index Short Form (PSI/SF), Critério de Classificação Econômica, e Ficha do Perfil Sociodemográfico. Os dados foram tabulados adotando-se um nível de significância de 5%. Resultados. Participaram 29 pais de crianças com idade média de 40,10 anos (dp±6,6) e 11 pais de adolescentes com idade média de 45,60 anos (dp±6,5). A maioria desenvolvia atividade laboral formal e pertencia a classes econômicas com baixo poder de compra. Quanto à escolaridade 75,90% dos pais de crianças e 27,30% dos pais de adolescentes tinham escolaridade até o ensino médio e superior (p=0,005). Em 80,00% das famílias as mães eram responsáveis por cuidar do filho com SD. Os resultados não mostram diferença significativa entre a fase da vida do filho e a presença de estresse parental. A média total do escore do PSI/SF está abaixo do ponto de corte para o estresse ser considerado preocupante. Entretanto, na subescala ‘interação disfuncional’ há níveis maiores de estresse em pais de adolescentes (p=0,008). Quanto à avaliação do estresse geral por meio do ISSL, não houve diferença entre o grupo de pais de crianças e de adolescentes. A maioria dos pais não estavam estressados, mas os que tinham estresse estavam na fase de resistência. Houve predominância de sintomas físicos de estresse. A correlação entre os dados sociodemográficos e o estresse parental revelaram que o estresse é maior em pais com níveis menores de escolaridade, sendo maior na subescala interação disfuncional genitor-criança (p<0,001) e no escore total (p=0,003). Conclusão. Pais de adolescentes e pais com níveis menores de escolaridade apresentaram maior índice de estresse. Há necessidade de mais estudos que investiguem aspectos relacionados com a saúde emocional do pai.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Goiás
Eixo Temático
  • 02. Politicas Públicas