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Introdução. A microcefalia é uma doença congênita rara que está associada ao desenvolvimento incompleto do cérebro, o que faz com que os bebês nasçam com o diâmetro cefálico menor do que o esperado para a idade gestacional e, na maioria dos casos, há danos cerebrais associados. A pesar dos estudos serem ainda muito recentes, existem evidências que correlacionam o aumento epidêmico da microcefalia no Brasil, com o vírus Zika (transmitido pelo mosquito Aedes aegypti). As crianças com microcefalia podem apresentar diferentes níveis de comprometimento de acordo com as áreas cerebrais que foram afetadas e com o potencial de desenvolvimento cerebral no primeiro ano de vida, no entanto, a maior parte das crianças necessitará de cuidados especiais ao longo da vida. A fisioterapia trabalha com a facilitação do aprendizado motor, ou seja, o fisioterapeuta começa a dar suporte para que a criança possa aprender o movimento. O fisioterapeuta funciona como uma extensão do sistema nervoso central da criança, pois trabalha com pontos chaves para que ela consiga adquirir o movimento. A fisioterapia busca intervir antes que os padrões de postura e movimentos anormais tenham sido instalados, além de modular o tônus e permitir que a criança experimente posturas desde o seu nascimento, estimulando a neuroplasticidade. A intervenção apresenta bons resultados, mas muitos bebês são encaminhados tardiamente às instituições. Objetivos. Mostrar os aspectos fundamentais sobre a Microcefalia e a importância da estimulação precoce no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças que apresentam esse sinal clínico. Método. Foi realizada uma revisão bibliográfica através da busca ativa por artigos científicos na base de dados PUBMED no mês de abril de 2016 considerando trabalhos do tipo revisão sistemática, revisão de literatura e ensaios clínicos publicados em português, espanhol ou inglês entre 2010 e 2016 a partir dos descritores: microcephaly, early intervention e physiotherapy. Resultados. As consequências trazidas pela microcefalia são inúmeras e se perpetuam por toda a vida do indivíduo, acarretando grandes custos para a saúde, afetando toda a família e implicando na redução da qualidade de vida de todos. Com isso, a intervenção precoce visa reduzir os atrasos causados pela doença, possibilitando futura participação ativa do indivíduo em sociedade. Conclusão. Diante do exposto, destaca-se a importância de mais aperfeiçoamento técnico/científico referente à estimulação precoce em crianças com microcefalia, por se tratar de um problema agravante e de crescente incidência, como também a informação e incentivo da participação familiar.
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