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Introdução: Crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral (PC) apresentam redução da mobilidade funcional, decorrente da espasticidade e de contraturas que dificultam vários aspectos das atividades do dia a dia. A redução nos níveis de atividade física levam à baixa resistência e condicionamento físico, fadiga e ineficiência da marcha. Objetivos: Analisar os efeitos na mobilidade funcional em indivíduos com PC após um programa de exercícios físicos. Método: Estudo retrospectivo analítico descritivo aprovado pelo CAAE nº 961.943. Foram incluídos 14 indivíduos diagnosticados com PC, média de idade de 20 anos (DP±5 anos) que realizaram um programa de exercícios físicos. O programa englobou exercícios aeróbicos, resistidos e alongamentos de membros inferiores individualizados e supervisionados por um fisioterapeuta, duas vezes por semana, 1 hora e 20 minutos cada sessão, por um período de seis meses. Os participantes foram avaliados antes e após a intervenção através do teste de caminhada de seis minutos e de dez metros, índice de gasto energético, teste Timed Up and Go (TUG) e pelas dimensões D e E da Medida da Função Motora Grossa (GMFM), utilizadas como prognóstico locomotor. Para análise dos resultados foi realizado teste de normalidade da amostra, sendo paramétrica, foi aplicado o Teste T de Student para amostras pareadas, considerando α<0,05. Resultados: Todos os parâmetros analisados mostraram diferenças positivas após o programa de exercícios, a dimensão D inicialmente apresentava um escore de 73,8 (DP ±16,5) e final de 74,9 (DP±17,8) (p 0,23) e a E o escore inicial foi de 65,6 (DP ±16,9) e final de 69 (DP ±16,9) (p 0,08). Houve melhora estatisticamente significante nos testes de caminhada de dez metros com valor inicial de 12,09 e final de 10,14 segundos (p<0,01), de seis minutos com percurso inicial de 290,5 (DP ±102,2) e final de 342 metros (DP ±105) (p<0,01), TUG com média inicial de 17,3 (DP ±8) e final de 13,6 segundos (DP ±5,5) (p=0,01) e índice de gasto energético com média inicial de 0,91 (DP ±0,54) e final de 0,61 (DP ±0,43) (p<0,01). Conclusão: Esses achados podem prover evidências que apoiam a efetividade de um programa de exercícios físicos em indivíduos com PC. Melhoras significativas no deslocamento e gasto energético foram observadas após seis meses de participação neste programa de exercícios, o que sugere uma melhora na mobilidade funcional destes indivíduos. Embora o tamanho da amostra tenha sido reduzido, estes achados podem ser usados como guia para pesquisas prospectivas controladas.
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