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Introdução. O trabalho de escritório implica tempo prolongado em posturas estáticas, gerando sobrecarga, principalmente quando associado a condições ergonômicas inadequadas, podendo causar distúrbios musculoesqueléticos. Portanto, é necessário identificar medidas preventivas efetivas para redução e controle de sintomas musculoesqueléticos. Objetivo. Avaliar e comparar a efetividade de dois tipos de intervenção ergonômica, ajustes no mobiliário e exercício físico no trabalho, nos sintomas musculoesqueléticos em trabalhadores de escritório. Método. Foram avaliados 64 trabalhadores administrativos de uma universidade, os quais concordaram em participar assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos da Universidade (CAAE: 31938414.2.0000.5504, parecer N. 794.522). A alocação dos sujeitos aos grupos foi realizada de forma aleatorizada por cluster. A unidade de agrupamento (cluster) foram os prédios nas quais os sujeitos trabalhavam. Desta forma, dois grupos (grupo mobiliário [GM, n=30] e grupo ginástica laboral [GGL, n=34]) foram comparados quanto aos sintomas antes (T1), e 12 semanas (T2) após o término das intervenções. Foi realizada avaliação dos sintomas musculoesqueléticos por meio do Questionário Nórdico e da intensidade da dor por meio da Escala Numérica de Dor (END) em T1 e T2. O GM recebeu uma intervenção ergonômica nos postos de trabalho, o GGL recebeu uma intervenção composta por exercício físico no ambiente de trabalho (ginástica laboral). O teste não paramétrico Mann Whitney foi aplicado para comparação intergrupos, sendo que os dados pós-intervenção foram subtraídos dos dados pré-intervenção (variação). Os dados foram analisados de forma descritiva e utilizando o programa SPSS (versão 22.0) e o nível de significância adotado foi de 5%. Resultados. Tanto no GGL quanto no GM houve redução dos sintomas nas regiões avaliadas pelo questionário Nórdico, com exceção dos cotovelos para o GM e da região inferior das costas no GGL. Foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre os grupos apenas para a região inferior das costas, sendo que no GM houve uma redução de 1,23 pontos (DP=2,73), já no GGL houve um aumento de 0,03 pontos (DP=2,58) na END. Para as demais regiões avaliadas não houve diferença entre os grupos (p>0,05). Conclusão. Tanto a ginástica laboral quanto os ajustes no mobiliário foram benéficos para a redução dos sintomas musculoesqueléticos. Prioriza-se os exercícios específicos para as regiões mais acometidas, já a intervenção no mobiliário deve ser global. Mais estudos são necessários comparando tipos de intervenções voltadas para o trabalho de escritório.
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