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Introdução. Pacientes com doença renal crônica, em diálise desenvolvem complicações pulmonares em decorrência da evolução e tratamento. Alterações como edema, infecções e derrame pleural, são frequentemente encontradas provocando desordens pulmonares persistentes. Distúrbios obstrutivos e reduzida capacidade de difusão pulmonar devem ser consideradas. É possível que a sobrecarga de fluidos e catabolitos que estes acumulam entre uma sessão e outra de diálise promovam alterações agudas na função e capacidade pulmonar. Objetivo. Avaliar a repercussão da sessão de hemodiálise sobre os volumes e capacidades pulmonares de doentes renais crônicos. Metodologia. Aprovado pelo comitê de ética (CAAE) nº 02564112.2.0000.5423. Trata-se de uma análise com 27 indivíduos renais crônicos submetidos a tratamento de hemodiálise, sendo 14 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, idade 55,79(17,57) em tratamento de hemodiálise há 28(22,5) meses. Os volumes, capacidades pulmonares e força muscular respiratória foram avaliados por um pesquisador, previamente treinado, utilizando os equipamentos: Espirômetro portátil da marca IQTeQ Spirometer, Ventilometro da marca Ferraris Mark8 Wright Respirometer e manovacuômetro analógico da marca Gerar®. As técnicas utilizadas seguiram os padrões sugeridos pela American Thoracic Society/European Respiratory Society 2002. Assim as variáveis de pressão inspiratória máxima (PImax) e pressão expiratória máxima (PEmax), capacidade vital lenta (CVL), capacidade vital forçada (CVF) volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) índice de tiffeneau (VEF1%), fluxo expiratório forçado a 50% (FEF 50) fluxo expiratório forçado a 75% (FEF 75) e fluxo expiratório forçado médio (FEF25-75) foram avaliadas. Os pacientes foram submetidos a avaliação antes e após a sessão de hemodiálise. Os dados foram descritos em média±desvio-padrão ou mediana[quartis 25:75], e as diferenças entre os momentos pré e pós hemodiálise foi realizado através do teste para amostras pareadas t de Student ou similar não paramétrico (Wilcoxon test), por meio do software estatístico SPSS 13.3. A significância estatística adotada foi p≤0,05. Resultados. O peso (kg) antes e após a sessão de hemodiálise foi 70,48±16,54 e 68,19±16,03, respectivamente (p<0.001). A CVL (litros) (pré, 3[2:3] e pós, 4[3:4]; p<0,001), a força muscular inspiratória (pré, -90[-50:-100] e pós -100[-70:-110]; p=0,013) e a força muscular expiratória (pré, 100[70:150] e pós, 100[80:150], p=0,047) foram maiores estatisticamente após sessão de hemodiálise. Porém, as variáveis da espirometria (CVF, VEF1, VEF%, FEF 50, FEF 75 e FEF25-75) não apresentaram diferença estatística na análise após sessão de hemodiálise. Conclusão. Pacientes demonstraram melhoras na CVL e força muscular respiratória após uma sessão de hemodiálise, contudo não houve diferença nos valores da função pulmonar.
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