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Introdução. A lombalgia é a segunda principal causa de dor em cerca de 70 a 85% dos indivíduos, em algum momento da vida. Apesar de 90% dos casos agudos de lombalgia serem resolvidos em até seis semanas, cerca de 7% dos indivíduos desenvolvem lombalgia crônica, o que afeta vários aspectos de sua vida. Supostamente quanto maior a dor, maior seria o déficit nesses aspectos, entretanto, essa relacão ainda não foi bem estabelecida. Objetivos. Comparar os fatores sensitivos, funcionais, psicoemocionais e a qualidade de vida em pacientes com lombalgia crônica inespecífica em detrimento da magnitude da dor. Métodos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (CAAE: 32193214.4.0000.5546), parecer 716.611. Participaram deste estudo de corte transversal pacientes com lombalgia inespecífica, que tivessem pelo menos 12 semanas de dor lombar. Após avaliação, os sujeitos foram alocados em 3 grupos de estudo de acordo com a magnitude de sua dor relatada na Escala Numérica da Dor (0 – 10). Os grupos foram Dor Leve, Dor Moderada e Dor Intensa. Para analisar as variáveis, foram utilizados: questionário de dor de McGill, algometria por pressão, estesiometria, somação temporal (ST) e modulação condicionada da dor (MCD) (aspectos álgicos); teste de força e de flexibilidade muscular, Questionário Oswestry Disability Index (ODI), Questionário de Incapacidade Roland Morris (QIRM) (aspectos funcionais); Escala de Catastrofização da Dor (ECD), Escala de Cinesiofobia de Tampa (ECT) (aspectos psicoemocionais) e Questionário EQ-5D (qualidade de vida). Na comparação entre grupos foram utilizados os testes: Anova seguido pelo post hoc de Bonferroni (dados paramétricos); Kruskal-Wallis seguido do post hoc de Tukey (dados não-paramétricos). Para a ST e a MCD foi utilizado Anova para medidas repetidas seguido do post hoc de Bonferroni (paramétricos) e Friedman seguido do post hoc de Tukey (não-paramétricos). Resultados. Houve diferença estatística significativa entre os grupos nas variáveis Força (P = 0,004) e Oswestry (P = 0,001). O mesmo não pôde ser observado nas demais variáveis sensoriais, psicoemocionais, e na qualidade de vida. A funcionalidade parece ser o principal fator que se apresenta de forma diferente com o aumento do nível de dor dos pacientes. Conclusão. Aspectos sensoriais e psicoemocionais parecem influenciar o quadro do paciente de forma semelhante, independente da intensidade de dor relatada por ele. O fato de a dor ser crônica parece ser suficiente para desencadear alterações sensoriais e psicoemocionais de intensidade semelhante, independente do nível de dor.
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