Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Introdução. A dor além de desconforto pode causar algum ou muito sofrimento para o paciente, prejudicando suas atividades habituais, como por exemplo, o trabalho, o sono, o lazer, a sexualidade e a vida social, favorecendo uma diminuição da qualidade de vida. Ademais, além dos fatores fisiológico e psicológico, a dor também engloba fatores culturais, o que leva a uma maior expressão em mulheres do que em homens. Objetivos. Avaliar o impacto da dor crônica na funcionalidade da mulher em idade reprodutiva. Método. Trata-se de um estudo transversal, descrito, de abordagem quantitativa, desenvolvido junto a uma amostra não-probabilística de 85 mulheres adultas em idade reprodutiva (19 – 49 anos), adscritas às Unidades de Saúde da Família do município de Santa Cruz – RN e portadoras de dor crônica. A funcionalidade, variável desfecho do estudo, foi avaliada por meio da versão traduzida e validada para o Brasil do WHODAS, versão 2.0. A dor crônica foi avaliada por meio do autorrelato de dor que persistisse há seis meses ou mais e a intensidade pela escala categórica numérica (ECN) e agrupada em quatro grupos: leve, moderada, severa e insuportável. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov e Teste de Kruskal-Wallis através do software SPSS® versão 20.0 e o nível de significância adotado foi de p≤0,05. O protocolo de pesquisa foi aprovado sob o número CAAE: 49237315.9.0000.5568. Resultados. A intensidade média da dor foi de 6,44±2,31, variando entre valores de 1 a 10, sendo considerada pela maioria como severa. Após comparação dos escores do WHODAS para os domínios cognitivos, mobilidade, autocuidado, relacionamento interpessoal, atividades domésticas, atividades de trabalho e participação social; de acordo com a intensidade da dor pela ECN, observou-se associação significativa da intensidade da dor com a incapacidade para realização de atividades domésticas e participação social. Nesse sentido, mulheres com dores severas e insuportáveis possuem menor funcionalidade para a realização de atividade domésticas (p=0,047), bem como, para atividades de participação (p=0,050). Conclusão. As mulheres com idade entre 19 e 49 com dor crônica de intensidade severa ou insuportável possuem pior funcionalidade do que as mulheres com dor crônica de intensidade leve ou moderada, especialmente nos domínios atividades domésticas e participação.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo