Dinamometria isocinética apresenta fraca correlação com o teste de agilidade em atletas de basquete de alto rendimento.

Vol.01 N 01-2016 - 137926
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Resumo

Dinamometria isocinética apresenta fraca correlação com o teste de agilidade em atletas de basquete de alto rendimento. Victor Augusto Vivan de Oliveira1; Natanael Teixeira Alves de Sousa2; Fabio Andrelino de Souza1; Rinaldo Roberto de Jesus Guirro1, 2 1. Curso de Graduação em Fisioterapia - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto / Universidade de São Paulo, S.P, Ribeirão Preto, Brasil. 2. Laboratório de Recursos Fisioterapêuticos - Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional, Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor, FMRP / USP, Ribeirão Preto, S.P, Brasil. *e-mail:[email protected] Introdução: Agilidade é definida como a capacidade de manter o controle do motor corporal em qualquer sentido vertical ou horizontal, durante mudanças bruscas de direção e aceleração. Os componentes da agilidade têm sido definidos como equilíbrio, coordenação, força e velocidade. Neste contexto, a dinamometria isocinética, tem sido descrito para avaliar a força e potência muscular. Essas variáveis são fundamentais para se avaliar a agilidade, principalmente na pratica do basquetebol. Objetivos: Correlacionar a dinamometria isocinética, com o tempo de execução do teste de agilidade de illinois em atletas de basquete de alto rendimento. Métodos: A pesquisa foi composta por 32 atletas de basquete de alto rendimento, 32 destros, com idade entre 18 e 38 anos, altura 194 (0,09) cm, massa 91,22 (14,98) kg e IMC 24,13 (2,58) Kg/m2. O estudo foi realizado no Laboratório de Recursos Fisioterapêuticos (LARF-FMRP/USP), tendo sido. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE n°: 1.117.574). A avaliação por meio do dinamômetro isocinético Biodex System 4 Pro (Biodex Medical Systems®, Nova Iorque, EUA) foi realizada com o objetivo de avaliar a função muscular (pico de torque, potência e trabalho) dos músculos do quadríceps bilateralmente. Os atletas realizaram 5 contrações máximas concêntricas na velocidade angular de 60°/s. Após 90 segundos de repouso os atletas realizaram mais 15 contrações máximas concêntricas na velocidade angular de 270°/s, ambas com amplitude de movimento total de 90º. A amplitude de extensão completa foi limitada a 20° para evitar o efeito de insuficiência passiva dos isquiotibiais. No teste de agilidade de Illinois, os atletas percorreram um circuito, realizando 4 sprints de 10 metros em linha reta e dois de 10 metros em zigue-zague, com registro do tempo de execução. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk e análise de resíduos, seguidos pelo teste de correção de Pearson e análise de regressão linear, com o nível de significância de 5%. Resultados: Os resultados demonstram uma correlação negativa fraca entre o tempo total de execução do teste de Illinois e pico de torque em porcentagem da perna esquerda na velocidade angular de 270º/s (-0,38), bem como o pico de torque bilateral a 60º/s (-0,35). Conclusões: O tempo total de execução do teste de agilidade de Illinois obteve correlação negativa e fraca somente com o pico de torque em atletas de basquete de alto rendimento e portanto não deve ser considerado um bom instrumento para predizer força e potência muscular.

Eixo Temático
  • 08. Diagnóstico Cinesiológico Funcional e Recursos Terapêuticos