Dinamometria, força muscular periférica e capacidade funcional em pacientes não-entubados: desfecho sobre tempo de permanência hospitalar

Vol.01 N 01-2016 - 138139
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Resumo

Introdução. Pacientes ventilados mecanicamente são submetidos rotineiramente a investigação da força muscular periférica e capacidade funcional, em virtude que suas alterações vem sendo relatadas como fatores potenciais de agravamento clínico. Há a necessidade de investigar se pacientes em respiração espontânea, expostos a condições de restrição ao leito ou mobilidade reduzida, também apresentam tais prejuízos, cuja avaliação é negligenciada, muitas vezes, por serem considerados de menor gravidade. Objetivos. Analisar alterações e correlações de força periférica, funcionalidade e tempo de internamento em pacientes críticos adultos, com etiologia clínica e cirúrgica, em respiração espontânea em UTI dentro de 48 horas de admissão. Método. Foi avaliado escore APACHE II, uso de ventilação não invasiva (VNI), número de óbitos, tempo de permanência hospitalar, força muscular periférica, pelo escore MRC e pela dinamometria manual (FPP) e capacidade funcional através das escalas (Medida de Independência Funcional - MIF) e (Physical Function in ICU Test Score - PFIT-s) As correlações foram verificadas por teste de Pearson, com p < 0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da UFPE, conforme Resolução 466/12, sob CAAE n. 51808415.8.0000.5208. Resultados. A força periférica mensurada pela FPP esteve abaixo de valores referenciais nos pacientes clínicos e cirúrgicos (25,43± 17,53 kg e 30,84±11,99 kg, respectivamente), com escores de MRC próximo a normalidade (clínicos - 56,43±5,29 pontos e cirúrgicos - 58,27± 4,47 pontos). A funcionalidade mensurada pela MIF em pacientes clínicos e cirúrgicos foram semelhantes (medianas 58 e 56 pontos) e pela PFIT-s obtiveram medianas iguais a 8 pontos. Correlações positivas foram observadas entre APACHE II com idade e dias de permanência hospitalar (para ambas, r=0,503; p=0,002), bem como FPP correlacionou-se com dias de permanência hospitalar (r=-0,371; p = 0,033) e com MIF (r = 0,360; p= 0,05). A média de internamento em pacientes clínicos foi significativamente superior a dos pacientes cirúrgicos (14,52±8,74 e 7,61±2,66 p=0,008, respectivamente). Um óbito foi constatado no estudo, sendo de etiologia clínica. Conclusão. No curto período de permanência em UTI, os pacientes em respiração espontânea apresentaram reduções de força periférica mensurada pela dinanometria manual, correlacionada com a capacidade funcional dada pela MIF e com o aumento de permanência hospitalar, mais importante em pacientes clínicos.

Instituições
  • 1 UFPE
  • 2 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE MEDICINA DA USP
Eixo Temático
  • 03. Ensino e Pesquisa em Fisioterapia