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Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é resultante da disfunção do sistema dopaminérgico apresentando caráter degenerativo e progressivo. Possui como sinais clínicos cardinais: tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural que repercutem negativamente na qualidade de vida e mobilidade funcional. A Fisioterapia para estes pacientes visa melhorar a funcionalidade diária pelo ensino e treinamento do uso de estratégias de movimento. A maioria dos estudos de intervenção fisioterapêutica apresentam seus resultados a partir do término do tratamento que ocorre após 2 ou 3 meses não havendo acompanhamento pós alta. Objetivo: Avaliar o comportamento dos efeitos de um programa de Fisioterapia baseado em evidência em pacientes com Doença de Parkinson em relação à qualidade de vida, mobilidade funcional e exame motor. Métodos: Ensaio clínico não controlado realizado no Programa Pró-Parkinson do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco em sujeitos com DP leve a moderada, de ambos os sexos e escore do Mini-Exame do Estado Mental compatível com a escolaridade. Para avaliação da qualidade de vida foi utilizado o questionário de qualidade de vida 39 (PDQ-39), para mobilidade funcional, o teste de levantar e andar (TUG) e para o exame motor, a Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS, parte III). O protocolo de Fisioterapia utilizado foi baseado nas recomendações para prática clínica e pesquisa em Fisioterapia para DP. Foram realizadas 15 sessões, 2 vezes por semana de exercícios de alcance, equilíbrio, transferências, postura, treino de marcha e treino do passo. As avaliações ocorreram antes do início do tratamento, 1 mês após o início, 2 meses após o início e 1 mês após a alta totalizando 4 avaliações. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de ética local (CAAE 50967815.7.0000.5208) e registrado no Clinical Trials (NCT0274517). Resultados: O escore total do PDQ-39 aumentou significativamente entre a avaliação 4 e 5 (P=0,02), assim como no escore do domínio mobilidade neste mesmo intervalo (P=0,01). O escore do TUG apresentou uma diminuição até a avaliação 4, aumentando na avaliação 5. Diferença significativa foi observada entre as avaliações 1 e 4 (P=0,009). O escore da UPDRS III não apresentou diferenças significativas. Conclusão: Os efeitos de um programa de Fisioterapia baseado em evidência se comportam com uma manutenção da QV e melhora progressiva sobre os desfechos motores e funcionais em pacientes com DP leve a moderada. Após a alta os resultados declinam progressivamente, mas sem retomar o estado basal.
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