AVALIAÇÃO DE FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E PERIFÉRICA NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA

Vol.01 N 01-2016 - 138076
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Resumo

Introdução: A Cardiopatia proporciona alterações na capacidade funcional e respiratória devido as alterações cardiopulmonares, consequentemente repercutindo nas atividades de vida diária. Objetivo: Avaliar o impacto da cirurgia na força muscular respiratória e periférica em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca em um hospital de referência de Pernambuco. Método: Trata-se de um estudo descritivo prospectivo, desenvolvido no Pronto Socorro Universitário Cardiológico de Pernambuco – PROCAPE. No período de julho de 2014 a julho de 2015. A amostra foi composta de 38 pacientes coronariopatas e valvopatas submetidos à Cirurgia Cardíaca de ambos os sexos. Critérios de inclusão foram indivíduos com idade ≥ 18 anos que possuam alguma cardiopatia que necessite de correção cirúrgica. Critérios de Exclusão foram pacientes com lesão de tronco de coronária esquerda, aneurisma, dor precordial; evento de infarto agudo do miocárdio recente; instabilidade hemodinâmica: pressão arterial sistólica ≥180 mmhg, diastólica ≥ 100 mmhg e frequência cardíaca ≥ 120 batimentos por minuto; febre; sedação; doença neuromuscular; angina instável; incapacidade de compreensão. Neste estudo foram avaliados as forças musculares inspiratória (Pimáx) e expiratória (Pemáx) mensuradas através do Manovacuômetro , e o teste de preensão palmar através do dinamômetro. A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade de Pernambuco(UPE), sob numeração do CAEE: 52451415.0.0000.5207. Análise estatística: Para análise dos dados O teste t de Student e Mann-Whitney foram utilizados, com os valores expressos em média±DP, e mediana e percentil 25-75. O teste de Spearman foi utilizado para correlação das variáveis estudadas. Todas as conclusões foram tomadas ao nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se que não houve diferença significativa nos valores de Pimáx e Pemáx durante o período pós- operatório e no momento da alta, entretanto, observou-se redução nos valores de preensão palmar direita e esquerda respectivamente no 1º Dia Pós Operatório (DPO) [10 (8,5-13,5)] (p=0,049)] [x(9,07-4,65)] e 2ºDPO [9,5 (6,5-12,5)](p=0,038)] [x (8,5-4,5)](p=0,691)] quando comparados aos valores pré-operatórios [13(11-16,5)(p=0,049)][x(10,8-5,06)(p=0,188)] em comparação ao período pós-operatório [12,5(9-15)(p=0,05)] [12(9-14)(p=0,05)]. Na alta os valores de preensão palmar apresentam valores similares aos do pré-operatório, sugerindo que a alteração de força muscular seja transitória e dependente da condição clínica dos pacientes. Conclusão: No presente estudo, não observamos alterações nos valores de força muscular respiratória no pós-operatório, entretanto no momento da alta, os valores de preensão palmar apresentaram valores similares aos do pré-operatório. Sugere-se a realização de novos estudos com amostra mais significativa.

Instituições
  • 1 UFRJ
Eixo Temático
  • 08. Diagnóstico Cinesiológico Funcional e Recursos Terapêuticos