Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Introdução. A maioria dos estudos disponíveis sobre funcionalidade é direcionada principalmente a população idosa ou com algum tipo de comprometimento decorrente de condições de morbidade. Nesta perspectiva, há necessidade de avançar no estudo da funcionalidade em outros grupos populacionais, especialmente em mulheres em idade fértil, uma vez que, essas possuem maior predisposição para agravos crônicos, estão expostas a maior sobrecarga socioeconômica e são as principais usuárias do sistema único de saúde. Objetivos. Avaliar a funcionalidade nos diferentes ciclos de vida da mulher. Método. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, de abordagem quantitativa. Foram incluídas de forma não-probabilística 166 mulheres com idade entre 19 e 49 anos, adscritas às Unidades de Saúde da Família do município de Santa Cruz – RN. A funcionalidade, variável desfecho do estudo, foi avaliada por meio da versão traduzida e validada para o Brasil do WHODAS, versão 2.0, instrumento baseado na CIF para avaliar a funcionalidade/incapacidade da população e consta de seis domínios. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov e Teste de Kruskal-Wallis através do software SPSS® versão 20.0 e o nível de significância adotado foi de p≤0,05. O protocolo de pesquisa foi aprovado sob o número CAAE: 49237315.9.0000.5568. Resultados. Foi observada diferença entres os grupos de mulheres jovens, adultas e as que estavam na senectude nos escores do WHODAS. Verificou-se que as mulheres na senectude possuem menor funcionalidade para os domínios mobilidade (p=0,02) e participação (p=0,05), em contrapartida, mulheres jovens apresentaram menor funcionalidade para questões ligadas ao autocuidado (p= 0,05), nos domínios domínios cognição, relacionamento interpessoal, atividades domésticas, atividades de trabalho não foi observada diferença. Conclusão. Conclui-se que a funcionalidade sofre influência dos diferentes ciclos de vida mulher, impondo necessidades especificas para cada fase, as mulheres acabam experenciando menor funcionalidade na senectude no tocante a mobilidade e dimensões sociais, tais como as atividades comunitárias, barreiras e obstáculos no mundo em torno do indivíduo, e problemas com a manutenção da dignidade pessoal.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Eixo Temático
  • 01. Fisioterapia na Saúde da Mulher