Avaliação da função sexual e índice de depressão em universitárias

Vol.01 N 01-2016 - 137667
ORAL 8.2
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Resumo

Introdução. Evidências científicas anteriores sugerem que sintomas de depressão estão associados com piora da função sexual, em mulheres de diferentes faixas etárias. Alguns estudos revelam que mulheres com poucos sintomas de depressão obtém respostas satisfatórias no aspecto sexual global, comparados aos de mulheres com sintomas depressivos. Objetivos. Verificar a associação entre a função sexual e o índice de depressão em universitárias. Hipótese: universitárias com maior índice de depressão apresentam piores índices de função sexual. Método. Participaram do estudo 37 universitárias, do Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, com média de idade de 19.82.0 anos, com vida sexual ativa (média de início da vida sexual em 16.12.9 anos), nulíparas e sem distinção de etnia, orientação sexual e/ou classe social. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, CAAE: 49206215.4.0000.0102. Foi utilizado a versão brasileira do FSFI (Female Sexual Function Index) para avaliar a função sexual nos diferentes domínios (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor), sendo considerando os maiores valores para melhor função sexual e valores abaixo de 26,5 para a presença de disfunção sexual feminina. Foi utilizado o BDI (Índice de Depressão de Beck) para avaliar a presença de sintomas e atitudes associadas a comportamentos depressivos, sendo considerados valores entre 0-9 para ausência ou sintomas mínimos de depressão, 10-18 depressão leve a moderada, 19-29 depressão moderada a grave, 30-63 depressão grave. Análise estatística foi realizada por meio do Coeficiente de Correlação de Pearson, sendo o nível de significância fixado em p<.05. Resultados. A maioria das universitárias (n=25, 67.6%) apresentaram disfunção sexual feminina (DSF) por meio do questionário FSFI (escore < 26,5). De acordo com os valores apresentados no BDI, 23 (62,2%) mulheres não apresentaram sintomas de depressão ou esboçou sinais mínimos, 11 (29,7%) apresentaram depressão leve/moderada, 2 (5,4%) apresentaram depressão moderada/grave e apenas uma (2,7%) apresentou depressão grave. No entanto, diferentemente de outros estudos, não houve associação entre disfunção sexual feminina e a presença de sintomas de depressão (r=0,037, p=0.830), bem como, não houve associação entre os diferentes domínios da função sexual e a presença de depressão (p>0.05). Conclusão. Embora existam evidências anteriores associando a depressão ao aparecimento de disfunções sexuais femininas, este estudo sugere que a depressão em universitárias não está associada a diminuição da função sexual, devendo ser pesquisados outros fatores de risco na busca de medidas para promoção e prevenção em saúde.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Paraná
  • 2 Faculdade Educacional Araucária
Eixo Temático
  • 07. Fisioterapia na Funcionalidade Humana