Avaliação da função pulmonar e força muscular periférica de pacientes críticos na alta da UTI: Coorte Prospectiva

Vol.01 N 01-2016 - 137832
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Resumo

Introdução. O advento técnico cientifico e o progresso da medicina intensiva tem aumentado a sobrevida de pacientes críticos e consequentemente proporcionado um aumento da exposição a fatores etiológicos para fraqueza muscular adquirida, bem como fraqueza dos músculos respiratórios decorrentes do uso prolongado de ventilação mecânica e síndrome do imobilismo. Objetivos. Avaliar a função pulmonar, força muscular respiratória e periférica de pacientes críticos na alta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Método. O prezado estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (parecer 643.727/2014). Os dados pertencem a um estudo de coorte prospectivo realizado na UTI adulto do Hospital Regional de Ceilândia no período de novembro de 2015 a maio de 2016. Os voluntários foram submetidos a uma avaliação da função pulmonar pelo teste de espirometria (Capacidade vital forçada (CVF), Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), Razão entre VEF1/CVF%), avaliação da força muscular respiratória para obtenção dos dados de Pressão Inspiratória Máxima (Pimáx) e Pressão Expiratória Máxima (Pemáx) e avaliação da força muscular periférica pela dinanometria do membro superior direito (MSD) e membro superior esquerdo (MSE). As avaliações foram realizadas durante a permanência na UTI e no momento da Alta da UTI. Foi realizada análise descritiva das várias numéricas e o teste T- Student, para os dados paramétricos, utilizando o software SPSS versão 21.0, considerando para todo o estudo risco α ≤ 0,05. Resultados. Participaram do estudo n= 18 voluntários, com idade média de 53,38±15,80 anos, das quais 55,6% pertenciam ao gênero masculino. A média da Pimáx na primeira avaliação foi de 57,64±35,66 e na alta 74,41±47,16, para a Pemáx foram respectivamente 67,22±27,01 vs. 77,35±30,77, ambas as medidas apresentaram diferença significativa com p=0,000. A força de preensão palmar de MSD na primeira avaliação e na alta foram de 16,45±11,50 vs 20,03 ±13,64 com p=0,000 e do MSE foram de 15,12±10,15 vs. 18,68±13,09 com p=0,000. Nas variáveis espirometrias foi observado que tanto CVF1, como VEF1 apresentaram médias abaixo dos valores considerados preditivos (3,92±0,90 e 3,17±0,75), foi observado diferenças significativas com p= 0,000 entre esses dados. Conclusão. Os pacientes em ambiente de terapia intensiva tendem a apresentar uma piora da força muscular respiratória, global e da função pulmonar durante a internação, no entanto foi observado que há uma tendência de recuperação da funcionalidade na alta

Instituições
  • 1 Universidade de Brasília
  • 2 Universidade Católica de Brasília
  • 3 SECRETARIA DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL
Eixo Temático
  • 07. Fisioterapia na Funcionalidade Humana