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Introdução. O período gestacional abrange uma série de alterações fisiológicas que ocorrem em um curto período de tempo de forma intensa e que podem levar a uma sobrecarga ao sistema musculoesquelético gerando processos dolorosos, desconforto e dificuldades para o parto. De acordo com o modelo biopsicossocial, o sofrimento emocional pode predispor as pessoas a sentirem dor, ou mesmo atuar como um moderador que inibe ou amplifica a severidade da mesma. Objetivos. Avaliar as dores musculoesqueléticas e a ansiedade no segundo e no terceiro trimestre gestacional. Método. Foram avaliadas 50 mulheres que estavam no segundo ou terceiro trimestre gestacional. A avaliação foi realizada em uma única sessão, após concordância a e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, seguida do Questionário de Caracterização da Paciente e Inventário Ansiedade – Traço e Estado (IDATE) que consiste de uma auto avaliação da paciente sobre sua ansiedade. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da USP (registro 1060/10) SISNEP CAAE: 0088.0.198.015-10. Resultados. Foi possível observar quanto à Ansiedade - Traço que 6% das gestantes apresentam alto grau de ansiedade, 54% médio grau de ansiedade e 40% baixo grau de ansiedade, enquanto no Inventário de Ansiedade - Estado observou-se, respectivamente 58%, 30% e 12%. A dor lombar foi a mais prevalente, observada em 54% das gestantes, seguida por dor em membros inferiores encontrada em 26% da amostra. Houve correlação entre dor na coxa e Ansiedade - Estado e entre dores na coluna cervical, coxa e joelho com a Ansiedade - Traço. Conclusão. Uma porcentagem maior de gestantes apresentou médio e alto grau de Ansiedade - Estado, demonstrando que a gestação aumenta o estado de ansiedade. A maior prevalência de dor foi observada em coluna lombar, membros inferiores, quadril, cabeça e coluna cervical. O Traço de Ansiedade teve maior influência sobre as dores na coluna cervical, coxa e joelho enquanto o Estado de Ansiedade só teve correlação com a dor na coxa. Não foi identificada uma correlação entre Ansiedade Traço - Estado e o número de locais que apresentaram dor. Traços de ansiedade contribuem mais para a dor do que o Estado de Ansiedade em gestantes.
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