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A hidrólise de triglicerídeos para a obtenção de ácidos graxos livres (AGLs) é uma etapa importante para a produção de biocombustíveis e outros valiosos ésteres, principalmente quando utiliza matérias-primas de origem renováveis. Diante disso, o objetivo desta pesquisa é avaliar a eficiência catalítica da lipase de Rhizomucor miehei (LRM), imobilizada em nanocompósito de lignina do bagaço de caju, na hidrólise do óleo do algodão e canola. O seu desempenho catalítico foi comparado com a hidrólise química. Inicialmente, foi realizada a extração da lignina do bagaço de caju, seguida pelo processo de magnetização. Posteriormente, a enzima foi imobilizada no suporte magnético preparado em duas proporções proteicas: 0,5 mg/g e 5 mg/g de suporte. Em seguida, realizaram-se os ensaios de hidrólise dos óleos a 50 °C e 150 rpm. Com o óleo de algodão, a máxima porcentagem de hidrólise (68,2 ± 0,5%) foi obtida usando Lig-Mag-LRM_5. Na reação com óleo de canola, a hidrólise química mostrou ser mais eficiente que a hidrólise enzimática, obtendo 70,5 ± 2,8%, enquanto o melhor desempenho enzimático foi com o Lig-Mag-LRM_5 com 53,4 ± 1,4%. No caso do óleo de algodão, esse desempenho superou o da hidrólise química, que apresentou 62,2 ± 1,8% de hidrólise em 24 h. O Lig-Mag-LRM_0.5, embora não tenha obtido altas porcentagens de hidrólise, foi estatisticamente semelhante ao Lig-Mag-LRM_5 para os dois óleos com 24 h de reação. Então, os biocatalisadores analisados apresentaram bom desempenho, especialmente com óleo de algodão, sendo uma alternativa sustentável e de fácil recuperação do meio reacional, com potencial para gerar AGLs aplicáveis em produtos de alto valor agregado.
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