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O presente estudo propõe a obtenção de um biomaterial à base de celulose bacteriana combinado com apatita formada, predominantemente, por fosfatos de estrôncio. A celulose foi obtida por um processo fermentativo da bactéria G. hansenii. Para a etapa de formação da hidroxiapatita, na superfície da celulose bacteriana, foi utilizada a metodologia proposta por Hutches (2006), com adaptações. O biomaterial foi avaliado quanto à quantidade de estrôncio (Sr) adsorvida a cada ciclo de imersão e quanto ao perfil de eluição desse metal. Os resultados mostraram que o material é capaz de adsorver 237,32 mg de Sr por g do adsorvente ao final de cinco ciclos de imersão. Já o perfil de dessorção apresentou uma liberação mais lenta do metal, com apenas 15,76% de Sr dessorvido, em 26 horas. Conclui-se que o biomaterial consegue adsorver Sr em sua estrutura e sugere que o processo de eluição do Sr foi lento devido à ligação forte formada entre o adsorbato e a superfície do adsorvente.