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A bioimpressão 3D por extrusão de biomateriais à base de matriz extracelular descelularizada (dMEC), depende de baixas temperaturas, o que limita o seu uso como biotinta. Neste trabalho, foi realizado o desenvolvimento e caracterização de biotinta à base de dMEC com capacidade de ser bioimpressa a temperatura ambiente. Para isso, o fígado suíno passou por um processo de remoção de células com preservação das proteínas de matriz, analisado por histologia, obtendo-se a dMEC. A biotinta à base de dMEC foi desenvolvida misturando-se a matriz reticulada e processada à gelatina e gelatina metacrilada (GelMA), esta última obtida após síntese com anidrido metacrílico (MA) e caracterizada por FTIR. A biotinta foi caracterizada quanto às suas propriedades reológicas, mostrando um comportamento não newtoniano com característica de material pseudoplástico, condição ideal para bioimpressão 3D por extrusão. O material bioimpresso foi reticulado com luz UV (395 nm) por 2 min, e apresentou estabilidade a 37 ºC. A microestrutura foi analisada por MEV, e revelou um material altamente poroso, com poros de 3,4 ± 1,2 µm, e a presença de fibras de colágeno de 0,28 ± 0,10 µm, condição ideal para a adesão e proliferação celular, etapa que será realizada futuramente.
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