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A gestão de efluentes da indústria têxtil representa um desafio ambiental significativo devido à toxicidade de corantes sintéticos. Nesse contexto, a geração in situ de peróxido de hidrogênio (H₂O₂) por via eletroquímica destaca-se como alternativa sustentável ao processo industrial da antraquinona, eliminando riscos logísticos e custos de transporte de oxidantes concentrados. O objetivo deste trabalho foi investigar a eletrogeração de H₂O₂ por redução catódica de oxigênio, empregando eletrodos de grafite de baixo custo e cátodo de feltro de carbono tratado quimicamente para aumento da hidrofilicidade e melhoria do desempenho eletrocatalítico. O sistema foi operado em célula eletroquímica de compartimento único com barreira de polipropileno e tela filtrante de 1 mm, sob densidade de corrente constante de 3,5 mA·cm⁻², com injeção contínua de O₂, em eletrólito de sulfato de sódio 0,1 mol·L⁻¹ e pH 10,5. A quantificação do H₂O₂ foi realizada por espectrofotometria com iodeto de potássio a 410 nm (R² = 0,998). O dispositivo manteve estabilidade elétrica com tensão média de 4,3 V e resistência de 122,86 Ω. A eletrogeração foi confirmada com acúmulo progressivo, atingindo 7,0 mg·L⁻¹ aos 60 min, 8,4 mg·L⁻¹ aos 90 min e 11,3 mg·L⁻¹ aos 120 min. A baixa eficiência Faradaica (1,46– 1,83%) indica limitações do eletrodo de grafite, apontando para a necessidade de materiais anódicos mais estáveis.
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