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A Educação STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts e Mathematics) tem ganhado destaque e sido introduzida no ensino de Matemática como uma forma de engajar os estudantes, desenvolvendo a criatividade e aprimorando habilidades de resolução de problemas em contextos do mundo real. Uma das principais ideias é a integração de habilidades gerais, como a capacidade de assumir diferentes perspectivas através da transferência de conhecimento entre as disciplinas e/ou o incentivo para que os estudantes explorem e vivenciem novas formas de conhecimento. Ela é de suma importância, uma vez que a Matemática desempenha um papel fundamental em diversas aplicações nas Tecnologias, Ciências e Engenharias. No que diz respeito à Arte, ela e a Matemática estão presentes na vida das pessoas desde a infância. Quando integrada às Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), a Arte pode se tornar uma poderosa aliada no ensino da Matemática. Duas habilidades da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) estão diretamente relacionadas ao uso de algoritmos. A habilidade EM13MAT315, que propõe investigar e registrar um algoritmo que resolva um problema, e a habilidade EM13MAT405, que propõe utilizar conceitos iniciais de uma linguagem de programação na implementação de algoritmos. Nesse contexto, a Arte Algorítmica surge como uma possibilidade de se desenvolver essas habilidades da BNCC, pois utiliza algoritmos computacionais como ferramentas para a criação de formas que envolvem elementos estéticos. Este trabalho apresenta um relato da experiência vivenciada na disciplina Recursos Computacionais no Ensino da Matemática do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT) do CEFET-MG. A experiência refere-se ao desenvolvimento, pelos mestrandos, de projetos de Arte Algorítmica utilizando a linguagem de programação Python, com foco na aplicação ao ensino de Matemática no contexto da educação STEAM. Destaca-se, aqui, uma das produções desenvolvidas pelos mestrandos, inspirada na obra Os Girassóis, de Van Gogh. O código elaborado em Python utilizou, entre outros elementos, formas geométricas para compor as pétalas das flores. Ao longo do processo, os mestrandos refinaram o código até alcançar uma imagem próxima àquela idealizada inicialmente. Durante esse percurso, relataram o progresso de seu aprendizado, enfatizando a importância da experimentação e da persistência no desenvolvimento do projeto de Arte Algorítmica.
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