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Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa, associada à fraqueza muscular e insuficiência respiratória. A ventilação não-invasiva atenua os sintomas respiratórios e prolonga a vida, porém, trata-se de uma intervenção paliativa. A literatura atual demonstra que desacelerar a deterioração da função do diafragma antes da falha respiratória seria desejável. A Estimulação Diafragmática (ED) poderia diminuir a deterioração diafragmática e, portanto, melhorar a qualidade de vida, restaurando a função respiratória. Objetivo: Avaliar a eficácia da ED nos estágios progressivos da ELA. Métodos: Foram pesquisados nos bancos de dados Cochrane, Scielo e Medline, utilizando as palavras-chave, ELA e estimulação do diafragma, estimulação do nervo frênico, estimulação frênica, diafragma, terapia respiratória e ventilação não-invasiva, artigos publicados, a fim de investigar a ED na população com ELA. Resultados: A insuficiência respiratória é a principal causa de morte em pacientes com ELA. A ventilação não-invasiva demonstrou ser eficaz no aumento da sobrevida. O uso da ED tem sido sugerido como um tratamento adicional para melhorar a função respiratória e atrasar a necessidade de ventilação mecânica invasiva. Os estudos demonstram que a estimulação elétrica de baixa frequência dos músculos das extremidades inferiores melhora as funções musculares. É sugerido que o diafragma também pode ser estimulado em pacientes com ELA. Deste ponto de vista, sugere-se que a diminuição da capacidade vital, que é o problema mais importante na ELA, pode ser minimizada através da estimulação elétrica de baixa frequência do diafragma, sendo o primeiro registro de implantação dessa técnica realizado em 2005. Foi demonstrado uma melhora significativa da eficiência do sono após a implantação da ED em pacientes com ELA, com uma redução do índice de excitação conduzindo a uma diminuição nos despertares após o início do sono. Além disso, a análise do eletromiograma utilizando eletrodos intramusculares implantados em pacientes com ELA, para fins terapêuticos, permitiu a detecção de anormalidades do controle respiratório dos pacientes. A apneia central isolada foi identificada com unidades motoras de diafragma intactas, mas também alguma instabilidade do controle central causando hipoventilação e hipercapnia. Alguns resultados em pacientes sugeriram também que a ED pode melhorar o controle respiratório automático. Conclusão: A análise da ED, a longo prazo, não demostrou problemas de segurança, podendo melhorar as funções respiratórias na ELA, substituindo artificialmente ou apoiando as vias afetadas. Considerações Finais: A ED promove a
melhora da respiração, mobilização e reduz o risco de doenças pulmonares infecciosas relacionadas à ventilação mecânica.
Palavras-chave: Doença do Neurônio Motor; Terapia Respiratória; Diafragma; Reabilitação
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