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Durante o período da pandemia, medidas de restrição social foram adotadas como forma de prevenção da transmissão da doença(1). Tais medidas provocaram mudanças no estilo de vida da população, o que pode ter contribuído para aumento o aumento do peso corporal(2) . O excesso de peso é um problema de saúde pública, devido aos riscos relacionados a saúde(3) . Nesse contexto, os agentes comunitários de saúde se mantiveram ativos na prevenção e promoção de saúde durante o período, porém também foram afetados com as medidas e consequentemente alteração em seu estilo de vida e peso corporal(4) . O presente estudo tem como objetivo verificar a prevalência e fatores associados ao sobrepeso e obesidade em agentes comunitários de saúde do norte de Minas Gerais durante a pandemia da COVID-19. Trata-se de estudo transversal, analítico, de natureza quantitativa, sendo um recorte da pesquisa “Condições de Trabalho e Saúde de Agentes Comunitários de Saúde do norte de Minas Gerais na pandemia da COVID19”. Realizado com 1220 agentes comunitários de saúde. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário eletrônico contendo variáveis de perfil sócio demográfico, dados ocupacionais, hábitos e condições de saúde e variáveis antropométricas. O sobrepeso e obesidade durante a pandemia foram as variáveis dependentes adotadas neste estudo, avaliadas por meio do Índice de Massa Corporal. Os dados foram organizados, auditados e analisados com o auxílio do programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS®) versão 22.0. Foi utilizada a Regressão de Poisson, adotando nível de significância de 5%. A prevalência de obesidade foi de 24,8% e 38,1% de sobrepeso. Um fator associado tanto com o sobrepeso quanto com a obesidade foi o aumento de peso corporal ao longo da pandemia. O que pode ser explicado por mudança de hábitos alimentares, como o aumento de consumo de alimentos ultraprocessados e redução do consumo de alimentos saudáveis(4). Além disso, também houve mudanças comportamentais, devido a restrição social houve um aumento da prática de atividades sedentárias, com aumento do tempo assistindo televisão e utilização de internet e celular, com consequente redução do tempo fisicamente ativo(4) . Tais fatores favorecem o ganho de peso que ocorreu durante o período. Diante disso, os resultados evidenciaram elevada prevalência de excesso de peso entre os agentes comunitários de saúde durante o período.
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