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Subnutrição marasmática em Volta Redonda-RJ: um relato de caso

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Subnutrição marasmática em Volta Redonda/RJ: um relato de caso
REIS, G. A. L1; PEREIRA, M. 1; PEIXOTO, R. A. 1
(1) UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ.
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INTRODUÇÃO
O presente trabalho apresenta um relato de caso ocorrido na Policlínica Dr. André Sarmento Bianco, no campus do UniFOA, em Volta Redonda/RJ. Mostra uma paciente de sete meses de vida, sendo configurada com desnutrição grave. No Brasil, embora os índices de desnutrição venham caindo nas últimas décadas (FILHO & RISSIN, 2003), segundo dados colhidos no DATASUS, entre 2010 e 2014, houve 1282 óbitos de crianças por desnutrição proteico-calórica.
OBJETIVO
O presente trabalho tem por objetivo relatar uma das mazelas humanas, bem como poder alertar a classe médica de que ainda é um problema encontrado em regiões desenvolvidas.
MÉTODOS E TÉCNICAS
Por ser um relato de caso, foram colhidos dados durante o atendimento, na anamnese e exame físico. Utilizados também, conhecimentos prévios de pediatria dos autores, além de, dados epidemiológicos acerca dos distúrbios de carência nutricional do DATASUS e informações de artigos na base de dados SCIELO.
RESULTADOS
M.M.S., negra, nascida em 01-06-2016, na cidade de Volta Redonda – RJ. Mãe relata que a criança não vem ganhando peso desde os quatro meses de vida e então procurou ajuda médica na UBSF na cidade de Volta Redonda-RJ. Dessa forma, foi encaminhada ao Endocrinologista, que não encontrou qualquer problema de origem metabólica ou endócrina. Durante a consulta pediátrica, mãe relata que introduziu NESTOGENO ® em três momentos do dia não sendo aceito pela criança, realizando estas tentativas por 1 mês e 20 dias. Diz também que fez uso de leite industrializado misturado com água e que aos 6 meses iniciou a alimentação complementar. Oferece à criança MUCILON® E LEITE NINHO® uma vez ao dia e papinhas de legumes duas vezes ao dia, além de uma fruta, que, segundo ela, não obteve sucesso no ganho de peso. Nascida com 36 semanas, parto normal, 2,270 Kg, 44 cm de comprimento e perímetro cefálico de 30,5 cm, caracterizando uma criança PIG. Tendo mamado nas primeiras horas de vida, necessitou de fototerapia e ficou hospitalizada por 3 dias. No momento da consulta, a criança encontrava-se em bom estado geral, apresentava exame físico normal dos sistemas cardíaco, respiratório e gastrointestinal. Durante teste de desenvolvimento baseado na escala de Denver, não se mantem sentada sem apoio, não possui sorriso social. Apresenta ainda crânio tabis e punho alargado. Os membros superiores e inferiores eram atróficos e cabelos sem brilho. Apresentou peso de 3,480 Kg, comprimento 58,3 cm, perímetro cefálico 41 cm, perímetro abdominal 32 cm, perímetro torácico 34 cm, perímetro braquial direito 8 cm e esquerdo de 9 cm.
CONCLUSÃO
Diagnóstico: desnutrição proteico-calórica grave. Solicitados exames laboratoriais e radiografia. Foram realizadas novas orientações sobre a alimentação adequada da criança, sendo prescrita uma dieta rica em carboidratos e proteínas. É importante ressaltar que a desnutrição infantil ainda persiste no Brasil e na região sudeste. A pobreza, associada ao desemprego e analfabetismo, são fatores desencadeantes para esse tipo de ocorrência.