Revisão de Artigo: Panorama do Teste da Orelhinha no Brasil
RESUMO
Introdução: A deficiência auditiva é uma questão de saúde pública devido à prevalência e as consequências que podem comprometer o desenvolvimento infantil. A criança necessita do sistema auditivo íntegro para que ocorra o aprendizado da língua falada. Estima-se que cerca de 50% das perdas auditivas poderiam ser evitadas ou atenuadas se ocorressem rapidamente medidas de detecção, diagnóstico e reabilitação. O Programa de Triagem Auditiva Neonatal foi criado para detectar precocemente qualquer deficiência auditiva, e assim, reduzir os déficits de aprendizado que essas alterações acarretam, já que um tratamento precoce pode alcançar melhores prognósticos e minimizar sequelas e limitações. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar a importância do Programa de Triagem Auditiva Neonatal, expor a prevalência de casos de deficiência auditiva em neonatos e a falta de conhecimento por parte dos profissionais da Saúde e familiares em relação à obrigatoriedade da realização do Teste da Orelhinha nos Hospitais públicos e particulares do Brasil. Métodos: Tratou-se de uma revisão de literatura por meio da base de dados Scielo, na qual foram pesquisados artigos na área de Medicina, Psicologia e Fonoaudiologia, datados entre 2001 e 2017. Encontram-se presentes no estudo exemplos de instituições onde o Teste da Orelhinha é realizado através de protocolos bem definidos, bem como os resultados obtidos Conclusão: A partir do estudo foi possível concluir que grande parte dos profissionais da saúde não orienta a família a respeito da saúde auditiva do bebê e não têm conhecimento de quais exames eram necessários para fazer essa avaliação. Além disso, mais de 70% das mães referiram não ter conhecimento a respeito da detecção precoce da deficiência auditiva. Portanto, fica evidente a necessidade de realização da Triagem Auditiva Neonatal em todas as crianças recém-nascidas, visto que a perda auditiva, quando é subdiagnosticada ou diagnosticada muito tardiamente, pode ocasionar danos irreparáveis ao desenvolvimento linguístico e social. Sobretudo, se o diagnóstico for precoce, a criança tem grandes chances de reabilitação se realizado um tratamento e acompanhamento adequados.