Experiência dos discentes de medicina participantes da disciplina Interação de Ensino-Serviço na Comunidade: uma prática integradora entre Universidade e ESF.
Introdução: A disciplina Interação Ensino-Serviço na Comunidade (IESC) proporciona à inserção precoce do graduando de medicina a às atividades da Atenção Primária em Saúde. Permitindo um enriquecimento no processo de aprendizado que vai além das literaturas vistas no curso. Essa metodologia é importante tanto paraos acadêmicos de medicina quanto para a comunidade local. Permitindo um acompanhamento em saúde-ensino-família-comunidade. Objetivo: Descrever a experiência dos alunos em participar das atividades propostas pela disciplina e analisar o aprendizado por ela prporcionado. Metodologia: Relato de experiência a partir da vivência de acadêmicos de Medicina em cursar a disciplina Interação Ensino-Serviço na Comunidade. Com base no aprendizado teórico promovido através dos módulos temáticos, foram definidos os objetivos de aprendizagem para o IESC em cada semestre, de modo que a prática estivesse aliada ao conhecimento teórico. Para seu desenvolvimento os alunos foram divididos em grupos de 5 a 7 alunos, assistidos por um docente e atuando em UBS’s fixas, para que criem e mantenham vínculo com a comunidade. Resultados: As atividades desenvolvidas pelos discentes na Unidade Básica de Saúde (UBS) e comunidade apresentam correlação com o conteúdo teórico preconizado no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de acordo com o semestre cursado. Dessa forma, cada semestre tem um foco de eixo temático, a qual é trabalhada parte teórica e prática em outras matérias, e assim levamos o conteúdo aprendido na academia para comunidade através do IESC. Uma das formas diretas de retorno positivo para a sociedade e para o Serviço é a elaboração de ações de promoção de saúde, intervenções clínicas, dos alunos de acordo com o tema de estudo do semestre ao público alvo. A disciplina é ofertada na grade curricular do primeiro ao oitavo semestre e tem interferência direta dos discentes na comunidade, proporcionando um aprendizado humanizado que ultrapassa a visão paciente e doença. Entretanto, evidenciam-se dificuldades em executar as atividades de forma equalizadas, sendo que a turma é divida em grupos e direcionados para diferentes UBSs. O obstáculo na padronização do cronograma acadêmico é devido às diferentes realidades e necessidades encontrada em cada UBS. Outro empecilho visto, que afetou diretamente o processo saúde-ensino-comunidade preconizado pelo IESC, foi à dificuldade do suporte do município em manter a estrutura e os insumos necessários aos serviços desempenhados pela UBS, como por exemplo, medicamentos e matérias para coletas de exames. Conclusão: A introdução do aluno desde o início da graduação no curso de medicina na comunidade é de grande valia para ele e para a comunidade em que ele está inserido. Baseado na discussão apresentada no trabalho fica evidente o porquê dessa metodologia de ensino estar ganhando espaço nas universidades, sendo atualmente uma exigência dos órgãos que regem as diretrizes nacionais de ensino para os cursos de medicina. Conclui-se que a metodologia baseada no tripé de ensino-saúde-comunidade torna-se essencial para a formação do médico com uma visão humanizada e holística.