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A importância do conhecimento em suporte básico de vida para acadêmicos de medicina e para a sociedade

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Introdução:
O atendimento de primeiros socorros a uma vítima de trauma ou mal súbito é de extrema importância para um melhor prognóstico do indivíduo. No entanto, apenas uma porção reduzida da população é capacitada e sente-se confiante para prestá-lo em situação de emergência. Esse fato foi exemplificado em uma pesquisa publicada na Revista da Escola de Enfermagem da USP em 2008, a qual mostrou que apenas 13% dos indivíduos leigos entrevistados sentiam-se preparados para prestar auxílio. Em relação às faculdades de medicina, grande parcela das instituições não aborda o tema precocemente e sim de modo fragmentado ao longo do curso. Esse modelo de ensino faz com que estes estudantes, durante seus primeiros anos de curso, tenham um nível de conhecimento em Suporte Básico de Vida (SBV) semelhante ao de outros acadêmicos não pertencentes à área da saúde.

Objetivos:
Em vista disso, a IFMSA BRAZIL UFMT desenvolveu um projeto de extensão tendo como objetivos capacitar acadêmicos dos primeiros anos do curso de medicina em SBV e outras temáticas relacionadas a primeiros socorros. Além disso, propiciar a experiência de docência a estes acadêmicos, os quais deveriam ministrar uma aula sobre o tema para a sociedade posteriormente, e, portanto, difundir o conhecimento em suporte básico de vida para a população leiga.

Método:
Os inscritos participaram de 8 aulas teóricas e práticas que abordaram SBV, Suporte Avançado de Vida, acidentes envolvendo animais peçonhentos, condutas com pacientes queimados, avaliação da cena, afogamentos, choque hipovolêmico e legislação, totalizando 30 horas de aula. Posteriormente, dividiram-se em grupos para apresentar uma aula aberta ao púbico sobre SBV, da qual participaram no total 96 pessoas, as quais responderam um breve questionário antes e após a aula com temas gerais que seriam abordados.

Resultados:
O projeto beneficiou 24 acadêmicos de medicina inscritos que receberam 8 aulas de temas relacionados ao SBV. Além disso, participaram das aulas ministradas por estes, 96 pessoas de diferentes faixas etárias e sexo, as quais ampliaram seus conhecimentos acerca do tema e tiveram oportunidade de praticar ressuscitação cardiopulmonar em boneco e sanar suas dúvidas. Grande parcela dos discentes afirmou estar mais confiante para atuar em situação de SBV após o projeto, o que foi indicado pelo aumento da porcentagem de acertos no questionário que passou de 58% para 92%. Quanto aos que receberam as aulas destes discentes, além dos relatos positivos, observou-se melhora relevante nas assertivas do questionário aplicado, passando de 46% para 88%.
Conclusão:
O projeto conseguiu alcançar seus objetivos e propiciar conhecimento não só aos acadêmicos, mas à sociedade. A aceitação e participação tanto dos acadêmicos de medicina, quanto do público leigo foi bastante positiva e já se espera pela realização de novas turmas.