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Introdução: A avaliação das condições ambientais é crucial para promover a segurança domiciliar (Maia, 2022). Em sistemas de saúde fragmentados, boas práticas são essenciais para a garantia de processos seguros e educação das equipes, fortalecendo a promoção de saúde e prevenção de agravos. Na Atenção Primária à Saúde (APS), estratégias de educação são fundamentais para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida. Objetivo: Relatar o processo de implementação de estratégias para prevenir quedas e outros riscos domiciliares, por meio do matriciamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com apoio dos Profissionais de Educação Física, em parceria com o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP). Método: Profissionais de Educação Física capacitados pelo Núcleo de Saúde da Família (NSP) treinaram os ACSs para identificar riscos, usando dois instrumentos: o formulário "Domicílio Seguro" (que avalia riscos ambientais, químicos, biológicos, de incêndio e de queda – aplicado a toda residência da área de abrangência das unidades de saúde sob gestão da Missão Sal da Terra) e o formulário “Risco de Queda” – aplicado junto a idosos frágeis. Ambos possuem cerca de 20 questões com respostas “conforme” ou “não conforme”, com a pontuação final indicando: até 6 pontos (risco leve – orientações básicas), 7 a 11 pontos (risco moderado – orientações e folder educativo) e 12 ou mais (risco grave – visita domiciliar e plano de ação). Resultados: A organização gerencia as regiões sanitárias sul e leste de Uberlândia, com 14 Equipes de Atenção Primária (EAPs) e 44 Equipes de Saúde da Família (ESFs), abrangendo aproximadamente 300 ACSs. Após o processo educacional acerca da aplicação dos instrumentos, mais de 23.000 residências foram avaliadas. Destas, 19.330 foram classificadas como risco leve, 3.339 como risco moderado e 620 como risco grave. Em relação ao risco de queda, 6.211 idosos foram avaliados, com 5.285 apresentando risco leve, 759 risco moderado e 167 risco grave. Conclusão: As oficinas de matriciamento reforçaram a importância da capacitação das equipes e educação em saúde, destacando a gestão de riscos para melhorar a qualidade do atendimento com base em melhorias contínuas. Implicações para a segurança do paciente: Nos cuidados primários, o domicílio é uma extensão da unidade de saúde, assim, a avaliação das particularidades das configurações ambientais e orientações realizadas pelos ACSs fortalecem a importância de um ambiente domiciliar seguro. O uso de ferramentas de triagem permite propor estratégias de melhorias nos planos de cuidados, assegurando a qualidade e integralidade do atendimento.
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