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Introdução: A simulação clínica é uma estratégia de ensino dinâmica, utilizando casos clínicos hipotéticos semelhantes aos contextos clínicos, com diferentes complexidades, unindo teoria e prática, por meio de uma aprendizagem experiencial, em ambiente controlado, sem risco de causar danos aos pacientes. Ela oportuniza um saber-fazer usando a repetição, a avaliação e a reflexão para melhorar a confiabilidade e desenvolver competências necessárias à assistência segura e assim, reduzir a incidência de eventos adversos, como as infecções relacionadas à assistência à saúde. Objetivos: Analisar a satisfação e a autoconfiança de estudantes de enfermagem com experiências clínicas simuladas no ensino para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Método: Estudo descritivo com aplicação de questionário estruturado com questões sobre a satisfação com a experiência vivenciada e sobre a autoconfiança com a aprendizagem utilizando a simulação. Os dados foram coletados entre abril e julho de 2024 com 64 estudantes de Enfermagem de uma Universidade Federal de Minas Gerais que participaram de quatro simulações clínicas em cenários controlados, com simuladores de baixa fidelidade que abordavam temas relacionados à prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Realizou-se análise descritiva dos dados. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 71248323.3.1001.5153; Parecer: 6.253.243). Resultados: A média de idade dos estudantes foi de 22,5 anos; a maioria era do sexo feminino (82,8%). Nas questões sobre o impacto do cenário simulado, a maioria dos estudantes se sentiu satisfeito (96,9%) e autoconfiante (87,5%) com a simulação clínica e 100% declararam impacto positivo no desenvolvimento de competências e na transferência de conhecimento do contexto de ensino-aprendizagem para o clínico. Conclusões: A simulação proporcionou elevada satisfação e autoconfiança nos estudantes e pode ser usada na formação. Implicações para a segurança do paciente: A simulação é uma estratégia de ensino-aprendizagem que contribuiu para desenvolvimento e aprimoramento de competências e habilidades, promovendo maior confiança na realização dos cuidados, evitando a exposição do paciente a riscos relacionados à aprendizagem.
Referências: BENICASA, C. P. B. A simulação realística como método de aprendizagem significativa em cursos da área de saúde. Revista Triângulo, Uberaba - MG, v. 16, n. 3, p. 213–228, 2024. DOI: 10.18554/rt.v16i3.6866. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/revistatriangulo/article/view/6866. Acesso em: 17 fev. 2025. BOOSTEL, R. et al. Contribuições da simulação clínica versus prática convencional em laboratório de enfermagem na primeira experiência clínica. Escola Anna Nery, v. 25, n. 3, p. e20200301, 2021. DOI: 10.1590/2177-9465-EAN-2020-0301. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0301. Acesso em: 18 fev. 2025.
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