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Introdução
A triagem clínica para doação de sangue, uma entrevista confidencial no serviço de hemoterapia, busca levantar informações sobre a saúde do possível doador, realizar avaliações físicas e laboratoriais, identificar problemas de saúde que possam afetar a segurança do sangue doado, e garantir que a doação não irá prejudicar a sua saúde ou a do receptor. Assegurar a segurança do doador neste cenário requer do enfermeiro conhecimento sobre uma variedade de procedimentos e protocolos, sobretudo para reduzir riscos à saúde das pessoas e da sociedade.
Objetivo
Analisar a comunicação do enfermeiro com o doador de sangue durante a triagem clínica.
Método
Estudo descritivo, exploratório e qualitativo, que contou com a participação de 10 enfermeiros de um hospital especializado em doenças onco-hematológicas do Rio de Janeiro. Para a produção de dados, foi realizada uma entrevista individual semiestruturada, após aprovação do comitê de ética em pesquisa, parecer número 4.376.390, em 2022. Para a análise de dados, a técnica empregada foi a de conteúdo temático, proposta por Bardin.
Resultados
A comunicação na triagem clínica pode contribuir para a identificação de situações e fatos que nenhum exame é capaz de diagnosticar, e de problemas de saúde que colocam a vida do doador e do receptor em risco, como doença renal crônica, diabetes, alcoolismo crônico, cardiopatias graves, situações de risco para IST e Aids, hepatite virais, malária, entre outros. Além disso, realizar uma avaliação física simples, como verificar a pressão arterial, a frequência cardíaca e os níveis de hemoglobina, garantir conforto e a confidencialidade, são considerados recursos fundamentais, pois ajudam a determinar a aptidão e transparência do doador.
Conclusões
A triagem clínica do doador de sangue é um passo fundamental para a segurança do paciente. Como parte de um esforço amplo, que busca assegurar transfusões seguras, deve ser acompanhada da adoção de protocolos rigorosos, de estratégias focadas no doador, na sua integridade, no seu bem-estar, e na criação de um ciclo de confiança e responsabilidade com e para a doação de sangue.
Implicações para a segurança do paciente
A segurança do doador deve ser vista como uma prioridade pelos serviços de saúde, desde a triagem clínica epidemiológica até a coleta de sangue e transfusão de componentes sanguíneos. Para garantir que essa seja uma prática segura, é necessário que todas as fases do processo de doação sejam seguidas rigorosamente.
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