UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA INCLUSIVA

Vol.1, 2019. - 104522
Relato de Experiência
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Resumo

Essa experiência se iniciou pela leitura do livro “Júlia e seus amigos” da autora Lia Crespo, que conta a história de uma menina cadeirante em sua rotina escolar. Decidi escrever cartas com meus alunos para a autora e postá-las nos Correios. A autora respondeu-as e dias depois fomos visitar uma sala de recursos para pessoas com deficiência visual. Lá, os alunos compreenderam que a deficiência visual não caracteriza limitação, como esclarece Vigotski “o cego seguirá sendo cego, e o surdo, seguirá sendo surdo, mas deixarão de ser deficientes, porque a deficiência é um conceito social”. (Vigotski, 2001). Usando como exemplo a cegueira, Vigotski argumenta que a verdadeira deficiência será a consequência da baixa integração da criança ao meio, ou seja, a pequena função social que exercerá em sociedade. Vigotski explicita que tal olhar do professor deve gerar o desenvolvimento da criança por meio cultural “pois essa é a principal esfera para compensar a deficiência.” (Vigotski,2001). Para finalizar, a autora veio até o município para conhecer os alunos e foi homenageada. Os resultados apareceram durante todo o processo pedagógico, pois em todas as atividades houve a devolutiva e intervenção da professora. Como conclusão, os alunos escreveram uma crônica, que serviu como instrumento avaliativo, onde narraram suas aprendizagens e explicitaram seus avanços na leitura e escrita, quebrando ainda, paradigmas sobre pessoas com deficiências.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Eixo Temático
  • 8. Currículo e Inclusão
Palavras-chave
Inclusão
Interdisciplinaridade
intervenção cognitiva