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É fundamental problematizar determinadas visões e mostrar que deficiência não se restringe apenas ao indivíduo, mas há fatores relacionados a organização social, que podem atenuar ou aumentar a deficiência física, sensorial ou intelectual. Questionar o conhecimento, a prática educativa vigente na rotina das escolas, desumana, em muitos casos, para professores e para alunos, é um dos desafios da pesquisa em educação. O cotidiano escolar parece querer ocultar o processo de formação de sujeitos e deixar no obscuro as interpretações que permeiam e direcionam o ato de ensinar e aprender. (OLIVEIRA, 2002). A metodologia qualitativa foi efetivada por meio de grupo focal, que é uma técnica de pesquisa que visa coletar dados a partir das interações de um grupo ao se discutir um assunto proposto pelo pesquisador. É uma técnica indicada para compreender o processo de construção das percepções, atitudes e representações sociais de grupos humanos (GONDIM, 2003). O grupo focal ocorreu em uma escola pública municipal da cidade de João Pessoa-PB. O objetivo foi analisar as representações sociais acerca da deficiência. O grupo foi composto de 10 professoras. Os resultados revelaram que a maior parte dos docentes entendem o estudante com deficiência como uma incógnita, desconhecendo as suas singularidades, bem como as estratégias e recursos necessários para lidar com as diferenças, o que gera sentimento de impotência
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