A gênese e o desenvolvimento do spin do elétron à luz do pensamento de Ludwick Fleck

Vol 1, 2017 - 103907
Apresentação Oral
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Resumo

Desde a antiguidade procura-se compreender a constituição da matéria, mas apenas na Grécia antiga foi possível racionalizar o conhecimento e propor uma ideia de átomo (não divisível), proposta por Demócrito que considerava que os átomos eram eternos e indestrutíveis e por cerca de 20 séculos esta ideia ficou incorporada à ciência. E a partir do início do século XIX surgiram novos modelos propostos a partir de experimentos quantificados na busca de um modelo mais adequado para a constituição da matéria. Atualmente, a teoria mais aceita é a teoria do modelo Padrão das Partículas elementares. O presente artigo visa discutir o desenvolvimento do spin do elétron desde os estudos de Bohr que se iniciam durante a comprovação do modelo de Rutherford após a descoberta do elétron, a ideia de Bohr caracteriza um estilo de pensamento e sofre rupturas sendo discutido através da epistemologia Fleckiana. É uma proposta radical porque representa um rompimento com conceitos clássicos e a incorporação dos novos conceitos, que na época estavam solucionando problemas fundamentais como o problema da radiação do corpo negro. E este rompimento vai de encontro com a epistemologia de Fleck que tem como principal elemento considerar o contexto social como integrante da construção do conhecimento, o que na abordagem tradicional só são considerados o sujeito e objeto. Assim, temos um tripé formado por sujeito, objeto e contexto social. Um caminho viável para a contraposição do EP dominante positivista referendado nos livros didáticos é o confronto direto com os textos originais promovendo uma reflexão histórica e sociológica

Eixo Temático
  • Trabalho científico
Palavras-chave
Átomo de Bohr
Epistemologia fleckiana
Física Clássica