A experimentação no ensino de Química com deficientes visuais: a participação guiada no processo de fermentação e a destilação alcoólica

Vol 1, 2017 - 103891
Apresentação Oral
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

A participação guiada representa estratégia que pode permitir com que os alunos ocupem uma posição mais ativa no processo de (re)organização do conhecimento e que o professor atue como mediador desse processo. Um experimento envolvendo a fermentação alcoólica com o uso de leveduras para a obtenção do etanol e a utilização da destilação como método de separação de misturas pode viabilizar o ensino de vários conteúdos. Contudo, os deficientes visuais (DV) vão encontrar dificuldades de aprendizagem nessas atividades, tanto na participação (observação e coleta de dados do fenômeno) quanto pela falta de equipamentos e materiais adequados que proporcione sua inclusão nessas aulas. Pautados na pesquisa-ação, essa investigação se configura como um ciclo espiral de um projeto voltado para a formação docente realizado desde 2009 numa Instituição de Apoio ao deficiente visual em Goiânia. Orientados pelo professor formador, os professores em formação inicial e continuada planejam suas aulas a partir de experimentos para discussão dos conteúdos vistos nas escolas públicas regulares e contam com o auxílio de uma equipe de design de tecnologia assistiva (TA) para a realização dos experimentos. Nossos resultados apontam que tanto o diálogo considerando a especificidade do aluno quanto o uso de TA, considerados ferramenta da ação mediada, podem estimular participações mais ativas e autônomas de DV nos experimentos contribuindo para a aprendizagem dos conteúdos previstos na atividade

Eixo Temático
  • Trabalho científico
Palavras-chave
Experimentação no Ensino de Química
Formação de Professores
Deficiência visual