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Introdução: O Ai-Chi foi desenvolvido em 1993 por Jun Konno. O Ai-Chi é uma modalidade terapêutica de relaxamento, equilíbrio e flexibilidade, realizada em piscina. O método Ai-Chi foi criado a partir da combinação dos conceitos de Tai-Chi e Qigong, juntamente com as técnicas de Shiatsu e Watsu. Objetivos: Resumir sistematicamente evidências sobre as indicações e efetividade do Ai Chi como método de terapia aquática. Método: Essa revisão sistemática foi realizada de acordo com as recomendações do PRISMA 2020 e o protocolo foi registrado no Prospero (CRD42022334258). As bases de dados utilizadas foram: Pubmed, 1950-2022, Embase, 1947-2022, PEDro, 1999-2022 e Cochrane, 1988-2022. A busca foi realizada em junho de 2022 e atualizada em março de 2023. A estratégia de busca foi adaptada para cada base de dados e foi conduzida combinando os seguintes descritores MeSH com palavras-chave: (“Ai Chi” OR “Ai-Chi” AND “randomized” OR “controlled”). Não houve restrição de datas ou de língua. O processo de seleção dos artigos e extração dos dados foi realizado por dois revisores independentes. O risco de viés de cada estudo foi avaliado utilizando a Cochrane risk of bias tool for randomized trials (RoB 2). O método de síntese quantitativo (quando possível) foi realizado utilizando a diferença da média, intervalo de confiança 95 % e o modelo de efeitos aleatórios. Para avaliação da heterogeneidade entre os estudos foi utilizado à estatística I². A metanálise foi realizada por meio do programa R studio, versão 2023.03.0 com meta package versão 5.2-0. Resultados: Foram incluídos 17 ensaios clínicos aleatórios envolvendo um total de 617 pacientes. As principais indicações encontradas incluíam pacientes com AVC (5), Parkinson (4), fibromialgia (2), déficit de equilíbrio (2), idosos com déficits cognitivos (1), esclerose múltipla (1), dor lombar (1), além de um ECA sobre linfedema. De acordo com a RoB 2, nenhum estudo apresentou baixo risco de viés, enquanto oito foram classificados em alto risco. Dois estudos que avaliaram pacientes com Parkinson compararam o Ai Chi com a fisioterapia convencional e utilizaram como desfecho comum o TUG e o UPDRS III. O resultado da metanálise demonstra que não houve diferença significativa entre o grupo controle e grupo Ai Chi, com DM = -1,27; IC 95%: [-4,44;1,90]; I2 = 46 %; P = 0,17 para o TUG e DM = 0,52; IC 95 %: [-1,94;2,99]; I2 = 0%; P = 0,91) para o UPDRS III. Conclusão: O Ai Chi pode vir a ser uma alternativa de método de reabilitação aquática, principalmente para pacientes com condições neurológicas e dores crônicas, porém qualquer conclusão deve ser tomada com cautela, devido ao alto risco de viés dos estudos realizados. Novos ensaios clínicos aleatórios de alta qualidade são necessários para estabelecer evidência científica.
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