GERAÇÃO DE RENDA E TRABALHO NA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Resumo
  • Eixo temático: 1) Economia Solidária e Saúde Mental: Práticas e Impactos na Reinserção Social
  • Palavras chaves: Serviços de saúde mental; Trabalho; Inclusão social; Autonomia pessoal;

Autoras(es):

  • 1 Caps Liberdade

GERAÇÃO DE RENDA E TRABALHO NA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA

Bianca Estrozi

Caps Liberdade

Resumo

Bianca Estrozi; Larissa Arbués Carneiro

 

Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/UFG, Goiânia, GO, Brasil.

 

E-mail: [email protected]

 

Introdução: O tema do trabalho e geração de renda no contexto da saúde mental é de grande relevância para a promoção da inclusão social e o fortalecimento da autonomia das pessoas em sofrimento psíquico. A Reforma Psiquiátrica Brasileira propõe superar o modelo asilar, integrando trabalho e renda na reabilitação psicossocial. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) desempenha papel fundamental ao estabelecer serviços que incentivam a participação ativa e a autonomia, estimulando habilidades e oportunidades de geração de renda. Objetivo: Compreender o contexto do trabalho e geração de renda na perspectiva dos usuários, associados e profissionais dos serviços de saúde mental da RAPS em Goiânia. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada com vinte participantes vinculados a quatro CAPS e duas Associações de Trabalho e Produção Solidária em Saúde Mental (GERARTE). Os dados foram coletados entre julho e agosto de 2022, por meio de entrevistas abertas individuais, e analisados com o Método de Interpretação de Sentidos, utilizando o software IRaMuTeQ. Resultados e Discussão:  Os dados obtidos foram categorizados por temática e compreendem: serviços de saúde mental na RAPS; estigma e trabalho; dinâmicas de poder nas relações sociais e familiares; medicalização da vida; trabalho e identidade e atividade e autonomia. A efetiva inserção de pessoas em sofrimento psíquico no mercado de trabalho é desafiada por obstáculos expressivos. O trabalho, reconhecido como fundamental para promover autonomia, autoestima e inclusão social, confronta com a persistência de preconceitos e estigmas na sociedade e no âmbito familiar, além da escassez de oportunidades disponíveis. Conclusão: É premente a necessidade de uma abordagem integrada e colaborativa entre os serviços de saúde mental na RAPS e a implementação de ações que visem à desconstrução de barreiras, destacando a importância do trabalho como instrumento fundamental para a reinserção das pessoas em sofrimento psíquico na sociedade. A promoção de políticas públicas inclusivas, a sensibilização da sociedade e a criação de ambientes de trabalho acolhedores são elementos necessários para construir uma realidade mais justa e equitativa, em que todos tenham a oportunidade de contribuir e prosperar.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!