Desafios e contribuições acadêmicas em espaços de Educação Permanente em Saúde em um serviço de saúde mental

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Resumo
  • Eixo temático: 4) Tomada de Decisão Baseada em Evidências: Ciência, Gestão e Impacto na Saúde Mental
  • Palavras chaves: Educação Permanente em Saúde ; Serviços de Saúde Mental ; Intervenção Educacional;
  • 1 FAEN/UFMT

Desafios e contribuições acadêmicas em espaços de Educação Permanente em Saúde em um serviço de saúde mental

Anderson da Silva de Souza

FAEN/UFMT

Resumo
Introdução: Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com a proposta de substituir o modelo hospitalocêntrico, promovendo a reinserção social e a humanização do cuidado em saúde mental, fundamentados na interprofissionalidade¹. A Educação Permanente em Saúde (EPS) configura-se como um potente espaço para desconstruir práticas tradicionais, por meio da autoanálise e da reflexão no trabalho coletivo, gerando conhecimentos capazes de transformar o desempenho profissional e qualificar a assistência em saúde². Além disso, é imprescindível o trabalho integrado e o alinhamento de interesses entre as diferentes categorias profissionais de forma interdisciplinar³. Objetivo: Compreender as dinâmicas de facilitação das ações de Educação Permanente em um Centro de Atenção Psicossocial. Método: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, caracterizado como pesquisa-intervenção, desenvolvido com 12 integrantes da equipe multiprofissional de um CAPS tipo II, localizado na região Centro-Oeste do Brasil. A intervenção consistiu em oito encontros formativos quinzenais, realizados entre julho e novembro de 2022. A metodologia baseou-se nos princípios da Educação Permanente em Saúde (EPS) e contou com a facilitação de uma docente enfermeira e dois discentes de graduação em enfermagem. A pesquisa teve início após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 3.958.579, CAAE 29310620.1.0000.8124). Resultados: Diante os problemas relacionados ao trabalho realizado neste serviço de saúde mental, emergidos a partir da reflexão crítica do ambiente laboral, evidenciou-se o desafio da facilitação em um ambiente hierárquico, centrado no modelo biomédico/medicamentoso, com resistência inicial dos profissionais, sobretudo diante da presença de facilitadores acadêmicos. No entanto, estratégias como partilha da fala e escuta, problematização e construção coletiva favoreceram a participação ativa e o desenvolvimento de um instrumento de cuidado interprofissional. Conclusão: A Educação Permanente em Saúde guiada por facilitadores acadêmicos possibilitou análise crítica do trabalho e das relações interpessoais pertinentes a ele, além do compartilhamento de saberes e fortalecimento do tripé ensino-pesquisa-extensão. Tal abordagem foi responsável por aprimorar o ensino teórico-prático dos acadêmicos e fomentou práticas colaborativas na equipe de saúde mental, contribuindo para uma dinâmica de trabalho multiprofissional e horizontalizada². Pesquisas interventivas fortalecem vínculos e viabilizam ações contínuas por meio da extensão.  

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