Reflexão crítica sobre os limites e possibilidades da inteligência artificial na saúde mental

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Detalles
  • Tipo de presentación: Resumo
  • Eje temático: 4) Toma de Decisiones Basada en Evidencias: Ciencia, Gestión e Impacto en la Salud Mental
  • Palabras clave: Saúde Mental; Transtornos mentais; Inteligência artificial;
  • 1 Universidade Federal de Mato Grosso
  • 2 unemat

Reflexão crítica sobre os limites e possibilidades da inteligência artificial na saúde mental

Odail de Arruda Barbosa Junior

Universidade Federal de Mato Grosso

Resúmenes

Introdução: A inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço em diversas áreas da saúde, incluindo a saúde mental, onde oferece avanços importantes na análise de dados clínicos, identificação precoce de transtornos depressivos, risco de suicídio e uso futuro de substâncias. No entanto, à medida que sua aplicação se expande, torna-se essencial refletir criticamente sobre os limites dessas tecnologias, especialmente em relação à substituição de práticas humanas complexas, como a psicoterapia, que envolvem empatia, escuta qualificada e sensibilidade cultural. Objetivo: Refletir sobre os limites e possibilidades da inteligência artificial na saúde mental, a partir de uma análise crítica. Metodologia: Trata-se de um estudo de reflexão, fundamentado na análise crítica de literatura científica, documentos oficiais e publicações técnicas que discutem a aplicação da IA na saúde mental. O estudo buscou integrar diferentes perspectivas, contemplando tanto os avanços tecnológicos quanto os desafios éticos e clínicos. A escolha das fontes foi orientada por sua relevância conceitual e atualidade, sem pretensão de exaustividade. Resultados e Discussão: A IA tem se mostrado eficaz no apoio à análise de grandes volumes de dados clínicos, favorecendo a antecipação de riscos e a tomada de decisões baseadas em evidências. Contudo, apesar de seus benefícios, essa tecnologia apresenta limitações significativas: falta de intencionalidade, empatia, compreensão subjetiva e sensibilidade cultural. Esses aspectos são fundamentais para o cuidado integral em saúde mental, especialmente em contextos terapêuticos. A confiança excessiva em algoritmos pode obscurecer a singularidade dos sujeitos e comprometer a humanização do cuidado. Conclusão: A inteligência artificial pode ser uma ferramenta complementar importante no campo da saúde mental, ampliando o acesso e qualificando intervenções iniciais. No entanto, não substitui a complexidade da relação terapêutica humana. O uso responsável e crítico da IA deve considerar suas limitações e ser sempre mediado por profissionais capacitados, garantindo que a tecnologia atue como aliada e não substituta do cuidado ético e humanizado.

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