UMA INTERLOCUÇÃO ENTRE MACHADO DE ASSIS E SCHOPENHAUER
A presente proposta de trabalho apresenta como objetivo a análise e a interpretação do absurdo da vida, a partir da relação entre Literatura e Filosofia balizada nas leituras das obras “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do escritor brasileiro Machado de Assis, e “O Mundo como Vontade e Representação”, do filósofo Arthur Schopenhauer. Durante a pesquisa foram encontradas semelhanças entre a filosofia Schopenhauriana e o pensamento pessimista apresentado por Machado de Assis na figura da personagem Brás Cubas. Uma personagem pessimista como esta nada mais é do que a personificação da ideia proposta por Schopenhauer. Além disso, a obra também oferece outros conceitos do filósofo, como miséria, esperança, vontade e, sobretudo, a vida sem outra possibilidade além do sofrimento. A literatura machadiana constitui fonte de pesquisa para as mais profundas filosofias, uma vez que nela constatamos um trânsito da mitologia ao existencialismo e aspectos claros dos pensamentos acerca do Ser e sua vivência na circumundaneidade. A comparação entre a corrente filosófica pessimista Schopenhauriana e a literatura realista de Machado de Assis permitiu observar uma das possibilidades de entendimento do absurdo da vida.