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Prólogos das comédias de Terêncio: formação de crítica e de público.

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Nesta comunicação vamos demonstrar, num primeiro momento, como o comediógrafo romano Terêncio, do século II a.C, fazia dos prólogos de suas comédias espaço para discussão crítica e formação do público latino daquela época. Os prólogos deste autor, segundo Hunter (The comedy of Greece and Rome, 1985, p. 30), ocupam uma posição importante na história do prólogo cômico, pois não apresentam ao espectador o quadro dramático através de prólogo narrativo, como é comum nas comédias de Plauto, tido como autor modelo do gênero, e, desta forma, a comedia terenciana revela, gradualmente, as informações ao público, ao longo da peça. Os prólogos, assim, são reservados para conduzir a discussão com os poetas contemporâneos sobre: tradição e originalidade na comédia; modo apropriado de adaptar peças gregas ao palco romano; a adequação da prática do contaminatio etc. Desta forma, seus prólogos trazem várias informações, discussões e críticas que contribuem na formação de um projeto terenciano de construção de comédias e, assim, constrói uma poética terenciana. Vamos selecionar as diretrizes presentes nos prólogos das comédias de Terêncio com o objetivo de delinear que características teriam uma comédia ideal para este autor. Num segundo momento, vamos verificar como este autor implementa estas características em A Sogra.