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'PORQUE VOCÊ NÃO É IGUAL A BARBIE QUE VOCÊ BRINCA?'

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O corpo e a imagem são interpelados por discursos que constituem uma cultura e um imaginário social que ecoam na produção e veiculação de sentidos que mantém as relações sociais. Dessa forma, a presente pesquisa objetiva a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso de linha francesa, analisar o curta-metragem GORDA, que aborda a relação de três mulheres não apenas com seus corpos, mas com o fato de serem gordas, lançado em 2016. Na Análise do Discurso, o corpo é estritamente ligado às formas de assujeitamento, associado à noção de ideologia. Um corpo que olha e se expõe ao olhar do outro. Intocável, ao mesmo tempo em que permite ser manipulado. “Um corpo como lugar do visível e do invisível” (FERREIRA, 2013). Propõe-se analisar, portanto, como o discurso, presente nas três vozes, se relaciona com a ideologia e o imaginário na relação com seus corpos e produzem sentido possibilitando perceber a (in)visibilidade do próprio preconceito. Os sentidos produzidos colaboram com um processo de identificação, que pelo viés da AD, pode ser tomado como espaço do interdiscurso/memória discursiva, bem como um espaço de contradição e (des)construção de identidades, dado que o corpo é construído também por outros discursos.